O presidente do Movimento de Utentes dos Serviços de Saúde apelou hoje ao presidente da Câmara de Gaia para que se empenhe na defesa do Serviço de Urgência do hospital local e não aceite o encerramento de determinadas valências.
"Apelo ao presidente da Câmara, que sempre defende os interesses de Vila Nova de Gaia, é justo dizê-lo, que também vá para a frente da luta e que não aceite a despromoção do Hospital de Gaia", disse Castro Henriques.
O dirigente do MUSS falava em conferência de imprensa, realizada à porta do Hospital de Gaia, a propósito do estudo que propõe o encerramento do atendimento de certas valências nas urgências de alguns dos hospitais do Grande Porto, concentrando-as apenas num deles.
"O Ministério da Saúde quer reduzir as grandes urgências, reduzindo para duas no Grande Porto, despromovendo o Hospital de Gaia que é também o hospital de referência do concelho de Espinho e da freguesia da Lomba, em Gondomar", disse Castro Henriques.
Segundo o mesmo responsável, "a população da área de referência direta deste hospital é maior que a dos outros dois hospitais (São João e Santo António), o mesmo se aplicando aos episódios de urgência".
"Tem valências que o Hospital de Santo António não tem. Como pretendem que acabe Gaia e passe a ser o Santo António, onde nem acessos condignos existem? Em caso de enfarte, os utentes têm de ir para o S. João, uma vez que no Santo António não há a assistência necessária. Gaia tem os meios e os profissionais para uma resposta atempada", afirmou.
Questionado sobre quais as especialidades que podem encerrar no serviço de urgência de Gaia, Castro Henriques admitiu que "ainda não se sabe muito bem quais são" e acrescentou: "Acho que nem eles sabem, ainda andam a apalpar terreno".
Questionado, na quarta-feira, sobre o processo de reorganização das Urgências, durante a sua deslocação a Paredes, o Ministro da Saúde, Paulo Macedo, negou a alegada intenção governamental de fechar grandes urgências no Grande Porto, nomeadamente a de Gaia.
"Não há qualquer plano de fecho de qualquer grande urgência no Grande Porto. Há, sim, estudos que falam da reorganização de urgências. Agora, fecho é completamente falso", garantiu.



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