O secretário-geral da UGT garantiu hoje à Lusa que a questão das pontes, feriados e férias “não está fechada” e classificou de “ruído” as notícias que dão conta da intenção dos patrões reduzirem até 20 por cento o horário e remuneração.
“Relativamente à questão das pontes e dos feriados não está nada definido. Não se passou nada entre ontem [quinta-feira] e hoje que mereça um comentário, [não houve] nenhuma reunião bilateral”, garantiu à Lusa o sindicalista, quando questionado sobre as notícias de alguns jornais que dão conta da intenção dos patrões de cortar até 20 por cento o horário e o salário dos trabalhadores e da aceitação, por parte da UGT, que as empresas encerrem em dias de ponte e descontem esse dia nas férias aos trabalhadores.
O sindicalista remeteu todos os esclarecimentos sobre a posição da UGT para segunda-feira, dia da reunião da concertação social, sobre a questão dos feriados, férias e pontes, bem como eventuais cortes salariais propostos pelos patrões em detrimento da meia hora.
“Na segunda-feira esclarecemos tudo”, disse, sublinhando que as notícias de hoje “são apenas ruído”.
Na quinta-feira, em conferência de imprensa, a UGT rejeitou assinar qualquer acordo em sede de concertação social que contemple o aumento do horário de trabalho em meia hora, aceitando "discutir a questão dos feriados, férias e pontes”.
"Com a UGT nunca haverá acordo com a meia hora. Aceitamos, em troca da meia hora, discutir a questão dos feriados, férias e pontes", mas "a UGT não troca a meia hora por nada, não aceita a desregulamentação do trabalho", disse o secretário-geral da UGT, João Proença.
O responsável sindical esclareceu, contudo, que não se trata de uma troca ou da apresentação de alternativas, defendendo, isso sim, a retirada total do diploma em discussão pública até dia 18 de janeiro.
A reunião de quarta-feira era encarada como fundamental para se alcançar um acordo entre o Governo, os patrões e a UGT, a única central sindical disposta a negociar com o Executivo.



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