A corrente minoratária socialista da CGTP desistiu da apresentação da uma candidatura alternativa a Arménio Carlos para o cargo de secretário-geral, intenção ontem transmitida ao i por Carlos Trindade, líder do sector sindicalista rosa na central. Apesar desta desistência, os votos dos socialistas não irão forçosamente para Arménio, segundo avançou ao i fonte na área rosa da CGTP.
Trindade, um histórico na Intersindical, tinha sido pensado como candidato como expressão de maior pluralismo no seio da central. Esta seria uma candidatura capaz de atrair as simpatias das outras correntes minoritárias, segundo deu a entender ontem ao i Ulisses Garrido, que adiantou esperar de Arménio Carlos uma evolução semelhante àquela que aconteceu ao longo da liderança de Carvalho da Silva, que "soube assegurar o diálogo e o espaço às tendências minoritárias, garantindo a unidade plural dentro da central".
Garrido tinha dito já ao i não reconhecer em Arménio Carlos a mesma autonomia em relação ao PCP que havia sido conseguida por Carvalho da Silva, o que disse sentir com "alguma preocupação".



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