Eduardo Lourenço, hoje distinguido com o Prémio Pessoa, afirmou que irá editar uma nova obra sobre música e gostava de reeditar “Os Militares e o Poder", de 1975.
A “'obrinha' sobre música”, como se referiu ao novo livro, intitular-se-á “Tempo da Música, Música do Tempo”.
“A música e a poesia foram uma espécie de companhia. A música é o canto do nosso próprio inconsciente”, afirmou.
Segundo nota da editora Gradiva, que publicará o livro, “trata-se de um conjunto de textos inéditos, colhidos em fontes dispersas e pessoais do autor e selecionados pela historiadora da arte e musicóloga Barbara Aniello”.
“Está previsto um segundo [livro] mas ainda há pormenores a apurar”, disse à Lusa fonte da editora.
O editor da Gradiva, Guilherme Valente, afirmou-se “muito contente” com a atribuição do Prémio Pessoa ao pensador e ensaísta português, que qualificou como “justíssima”.
“Uma atribuição justíssima pela qual me congratulo muito como cidadão, homem ligado à cultura e amigo do professor”, disse.
O editor referiu que foi por sua iniciativa e de Eduardo Marçal Grilo, que a Fundação Calouste Gulbenkian iniciou este mês a publicação ambiciosa da edição crítica da obra completa de Eduardo Lourenço, a partir de "uma recolha trabalhosa e persistente com base na [edição] da Gradiva”.
Eduardo Lourenço, 88 anos, foi já distinguido com diferentes galardões, entre eles, o D. Dinis de Ensaio, o Europeu de Ensaio Charles Veillon, e ainda os Prémios António Sérgio, Vergílio Ferreira e Camões.



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