Mário Soares
D.RSoares diz que "não há problema nenhum" em políticos assumirem que fazem parte da maçonaria
O antigo presidente da República Mário Soares considerou hoje, em Vila do Conde, que as previsões do Banco de Portugal para 2013 de mais austeridade, maior recessão e menos emprego “já eram de esperar”.
O também antigo governante confidenciou que tem falado, “algumas vezes”, com o governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, “uma pessoa séria, interessante e sabedora” e considerou que se a instituição que este dirige anunciou esses dados, então “tem de se refletir sobre eles”.
O Boletim Económico de Inverno do Banco de Portugal avança mesmo que se espera uma recessão para este ano ao nível da pior expetativa do Governo.
Instado a comentar o facto de o Executivo liderado por Passos Coelho ter admitido, recentemente, medidas adicionais para combater a crise e hoje o ministro Vítor Gaspar, numa audição na Assembleia da República, ter garantido que “não haverá reforço do pacote de austeridade”, Mário Soares foi parco em palavras, dizendo apenas que “era bom que o Governo falasse a uma só voz”.
Soares diz que "não há problema nenhum" em políticos assumirem que fazem parte da maçonaria
O ex-Presidente da República Mário Soares considerou hoje que "os políticos devem assumir se fazem parte de uma organização maçónica" apenas se essa for a sua vontade.
Apesar de defender que "não há problema nenhum" no facto de um político assumir essa condição, o antigo presidente da República não deixou de defender, por outro lado, que esse anúncio depende da "consciência e do desejo" de cada um em tornar essa condição pública.
Mário Soares, que falava em Vila do Conde, à margem das comemorações dos 22 anos da Escola de Estudos Industriais e de Gestão (ESEIG), admitiu que já pertenceu à maçonaria quando esteve em França, depois de o terem "convencido a entrar", mas, quando regressou a Portugal desistiu e atualmente não é maçon.
"Achei que a estava 'demodé' devido aos seus rituais e ao secretismo que a envolvia", justificou ainda.
Instado sobre a existência de uma lei que obrigue os candidatos a lugares públicos a declarar a sua pertença a associações maçónicas, Mário Soares diz que essa possibilidade "não faz sentido, uma vez que essa é uma organização que tem os seus rituais", sendo que um deles é o secretismo.



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