A União de Sindicatos do Porto (USP) acusou hoje a GNR de "agressividade", "brutalidade" e "violação da lei da greve" no parque de material circulante ferroviário de Penafiel, onde o piquete tentava acautelar a "segurança" dos equipamentos.
"A agressividade foi perentória por parte do sargento, que usou da violência, sobrecarregando com agressividade este piquete de greve", explicou à Lusa Dário Carvalho, dirigente da USP e do Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Setor Ferroviário.
O sindicalista encontrava-se no parque de Penafiel na altura dos incidentes e diz também ter sido vítima da "brutalidade, arrogância e agressividade total" do elemento da GNR que tentava "impedir o piquete de greve de exercer as suas funções".
Dário Carvalho explica que, na altura dos incidentes, o piquete tentava impedir que os comboios saíssem do local, por considerar que não estavam garantidas as condições de segurança para a sua circulação.
"Fruto da austeridade para com os trabalhadores, que condições teria, numa greve geral, um comboio de sair em perfeita segurança? Nenhumas", alerta o sindicalista.
O responsável alerta ainda que esta situação está prevista na lei da greve, que estipula que "os trabalhadores aderentes devem prestar -- Devem. É uma obrigatoriedade -- os serviços necessários à segurança e manutenção de equipamentos e instalações".
Dário Carvalho refere que a "função deste piquete era mesmo essa" e que a atitude da GNR configura "uma violação clara da própria Constituição da República Portuguesa".
O piquete de greve conseguiu filmar algumas imagens, onde se vê um homem à paisana a empurrar alguns elementos que se encontravam no local.
"Nas imagens é notória a postura de um sargento e não é nada digno do seu estatuto ter a brutalidade, a arrogância, a agressividade total que teve", observa o sindicalista.
Dário Carvalho refere que a "agressividade" continuou mesmo depois de as câmaras de filmar terem sido desligadas e que também "mulheres que estavam no piquete levaram com a carga proveniente desse senhor".
Alertando que o direito à greve "tem de ser respeitado", o sindicalista critica também a "agressividade psicológica" do agente da GNR, garantindo que, apesar dos problemas, "nenhum comboio saiu" daquele local de Penafiel.
A greve geral de hoje foi convocada pela CGTP e UGT para contestar as recentes medidas de austeridade do Governo, nomeadamente os cortes nos subsídios de férias e de Natal dos funcionários e pensionistas do setor público.



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