A proposta do secretário-geral do PS para que os socialistas se abstenham na votação no Orçamento do Estado para 2012 foi aprovada com mais de dois terços de...
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O líder do PS exigiu hoje ao primeiro-ministro um esclarecimento sobre a admissão de um reajustamento ao programa de assistência, afirmando que Passos "não pode dizer uma coisa no Parlamento" e o ministro das Finanças outra em Bruxelas.
"É uma boa notícia e como sabe eu fui o primeiro político em Portugal a defender que Portugal necessitava de mais um ano para consolidar as suas contas públicas, tenho pena é que assuntos tão sérios sejam tratados em conversas como aquela que tivemos oportunidade de assistir na televisão", criticou António José Seguro.
As palavras do secretário-geral do PS foram proferidas durante o programa da RTP "Grande Entrevista".
O ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schauble, disse hoje ao homólogo português, Vítor Gaspar, que face ao sucesso negocial relativo ao segundo pacote de ajuda internacional à Grécia, a Alemanha está disponível para rever as condições do acordo assinado com Portugal.
Vítor Gaspar agradeceu a disponibilidade da Alemanha para flexibilizar as condições do empréstimo da 'troika' a Portugal. "Isso será muito apreciado", respondeu o ministro português.
Na entrevista à RTP, Seguro manifestou "admiração" perante estas declarações: "Tenho vindo a insistir com o senhor primeiro-ministro, nos debates quinzenais, em termos públicos, que o país precisa de mais um ano, o senhor primeiro-ministro tem dito que não, e agora assistimos ao senhor ministro das Finanças a dizer que seria apreciado o prolongamento do prazo".
"Sinceramente acho que isto é uma espécie de situação indescritível, não se compreende que um Governo, perante a situação e os sacrifícios que estão a ser pedidos aos portugueses, que são imensos, e às empresas, esteja às escondidas a conversar com o Governo alemão", acrescentou.
Para o líder socialista, o primeiro-ministro "tem de dar explicações", defendendo que Passos Coelho "não pode dizer uma coisa no Parlamento e o seu ministro das Finanças ir dizer outra coisa a Bruxelas, falando com o ministro alemão".
"Não podemos brincar com os portugueses, nem com os sacrifícios que lhes estamos a exigir, o que eu exijo é que o primeiro-ministro venha publicamente e rapidamente esclarecer esta situação", reforçou.


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