O PSD retirou do relatório preliminar sobre audições relativas aos serviços secretos as referências que denunciavam ligações de chefes e directores desses serviços à maçonaria, avança a edição de hoje do Público.
A primeira versão do relatório, assinada no final de Outubro de 2011, pela deputada social-democrata Teresa Leal Coelho, indicava a existência de suspeitas do envolvimento de Jorge Silva Carvalho, ex-director dos serviços secretos, com “grupos de pressão pretensamente instalados na sociedade portuguesa, nomeadamente a ramos da maçonaria”.
A deputada e vice-presidente da bancada do PSD referia ainda, nas conclusões dessa primeira versão do relatório, que as suspeitas de “relações privilegiadas” entre “dirigentes” dos serviços e empresas privadas e os indícios de “ligações do ex-director do SIED a ‘conluios de poder’ afectam a credibilidade e prestígio dos Serviço de Informação”.
No entanto, o relatório preliminar enviado agora à Primeira Comissão já não inclui essas referências, apresentando menos páginas e, diz o Público, contendo apenas a menção genérica de que se deve “garantir que os Serviços de Informações, através de titulares de cargos de direcção ou de operacionais, não sejam passíveis de instrumentalização por entidades públicas ou privadas”.



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