Carlos Zorrinho, PS
D.RO líder parlamentar do PS anunciou hoje que a sua bancada vai secundar o pedido potestativo do PCP para ouvir o primeiro-ministro sobre as secretas, afirmando que se Passos "não vem à Assembleia é porque alguma coisa quer esconder".
Em declarações aos jornalistas no Parlamento, Carlos Zorrinho disse que os representantes do PS na Mesa da Assembleia tudo fizeram "para sensibilizar" a presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves, "para a importância" de um debate sobre o assunto em conferência de líderes, onde se "pudesse consensualizar uma posição" que fosse "replicada ao longo da legislatura".
"Pensamos que isso teria dignificado mais as instituições e salvaguardado todo o funcionamento da Assembleia da República. Não foi assim que foi decidido, respeitamos a posição da senhora presidente da Assembleia da República, mas se o partido requerente [PCP] vier a solicitar em plenário a apreciação do despacho, nós secundaremos esse partido requerente, votando a favor da vinda do senhor primeiro-ministro à Assembleia", adiantou Zorrinho.
A Mesa da Assembleia da República reuniu hoje por mais de duas horas, tendo no final Assunção Esteves anunciado que a interpretação que este órgão faz do regimento impede a audição potestativa do chefe do Governo em sede de comissão.
No seguimento da decisão, o PCP anunciou que vai recorrer para o plenário, onde o tema será debatido pelas bancadas parlamentares.
Questionado sobre como vê a eventualidade de um requerimento potestativo de um partido poder vir a ser chumbado no Parlamento, Zorrinho respondeu: "Quem tem de explicar isso é a maioria de direita, se o primeiro-ministro não vem à Assembleia é porque alguma coisa quer esconder dela".
"A maioria de direita não quis que essa reflexão fosse feita em sede de conferência de líderes e que fosse estabelecida uma prática que pudesse ser aplicada de forma genérica, sendo assim prevalece o interesse do esclarecimento dos deputados e da opinião pública e, portanto, o interesse de ouvirmos o senhor primeiro-ministro", advogou o presidente da bancada do PS.



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