O ministro das Finanças da Alemanha fez "um grande elogio" a Portugal, ao dizer que o país estava a fazer bons progressos no âmbito do programa de ajustamento económico, considerou hoje o ministro dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas.
O que o ministro das finanças alemão fez a Portugal “foi um grande elogio”, disse hoje o ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, que garantiu novamente o cumprimento do programa de ajuda externa.
“O que o senhor ministro das finanças da Alemanha nos fez foi um grande elogio, foi ter dito que o que Portugal estava a fazer, estava a fazer bem e era o caminho certo [e] é bom ouvirmos palavras agradáveis”, afirmou Miguel Relvas à margem do I Congresso dos Jovens Autarcas Social Democratas, que se realiza hoje na Trofa.
Relvas, que comentava assim a conversa informal de Vítor Gaspar com o seu homólogo alemão, Wolfgang Schäuble, no início da reunião do eurogrupo, garantiu ainda que “os portugueses podem esperar o cumprimento do programa que está em exercício, aquele que vigora neste momento”.
"Vamos ultrapassar dentro deste programa, deste tempo e com estas verbas, vamos ultrapassar as situações em que estamos. Portugal já se distanciou da Grécia nos últimos sete meses, vamos continuar nesse caminho", frisou o ministro, para quem as reformas que estão em curso “são imparáveis nos próximos oito anos".
Durante o seu discurso no congresso, e em resposta às críticas feitas pela oposição, Relvas lembrou que "quem assumiu a responsabilidade de uma reforma profunda das finanças locais não foi este governo, foi o anterior quando assinou o memorando da 'troika'".
"Sabemos que já não pensavam em cumprir", atirou Relvas, destacando ainda que "24 horas antes da assinatura do acordo ainda diziam que Portugal não precisava de ajuda", e que "o país está cheio do discurso de politiquices", razão pela qual as "reformas do faz de conta acabaram".
Para o ministro dos Assuntos Parlamentares "se não fizermos as reformas que estão em curso morremos”.



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