O economista e deputado do PSD, Miguel Frasquilho, admitiu hoje que está convencido que no caso de Portugal não vai haver “uma recessão em cima de uma recessão”.
“Estou convencido de que não vamos ter recessão em cima de uma recessão e naquilo que depende exclusivamente das autoridades portuguesas (…) iremos cumprir”, apesar de considerar que as metas são “muito difíceis e ambiciosas”, disse o antigo secretário de Estado do Tesouro na conferência sobre “Competitividade das Empresas e do Estado”, em Lisboa.
No que depender do Governo português, tudo será feito “custe o que custar” como disse recentemente o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, explicou.
No entanto, uma vez que se deve ter em conta um cenário em que a conjuntura internacional e da Zona Euro se poderá agravar, por causa da Grécia, as exportações que funcionam como alavanca para apoiar a economia poderão não funcionar como o previsto, esclareceu na conferência promovida pelo Jornal de Negócios e a consultora Accenture.
Nesse sentido, é possível que as condições se deteriorem. Nesse caso, o que nos diferencia da Grécia não irá ser “por fracasso, mas por alteração de circunstância [internacional]”.
Portanto, “é muito diferente termos mais tempo ou um segundo programa depois deste”, rematou: “Isso significaria que Portugal não poderia ir aos mercados em 2013 o que é o que está estipulado”.



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