Mário Soares
D.RO antigo Presidente da República Mário Soares afastou hoje a possibilidade de lançar ou participar na criação de um movimento associado ao manifesto "Novo Rumo", divulgado esta semana para apelar à mobilização contra as medidas de austeridade.
"Eu sou um dos fundadores do Partido Socialista, sempre fui socialista, ia agora mudar de partido? Ia fazer um movimento contra o PS? Não!", disse Mário Soares aos jornalistas, quando questionado sobre a possibilidade de o manifesto, que encabeçou, se transformar num movimento político ou cívico.
Perante a insistência dos jornalistas sobre a possibilidade de ser um "movimento complementar" ao PS, Soares respondeu: "Pelo menos dirigido por mim, não haverá".
O antigo Chefe de Estado acrescentou que houve até "dirigentes do PS" como o líder da bancada parlamentar, Carlos Zorrinho, que disseram que "gostariam de ter assinado aquele papel", considerando que foi uma iniciativa "normal".
Soares falava em Lisboa, à margem de uma conferência em Lisboa sobre a Europa, promovida pela Câmara de Comércio Luso-Belga-Luxemburguesa, e reagiu assim a uma notícia avançada hoje pelo semanário Sol segundo a qual os signatários do manifesto "Novo Rumo" pretendiam transformá-lo "num movimento".
O manifesto "Novo Rumo", encabeçado por Mário Soares, foi divulgado na quarta-feira, véspera da greve geral, e apela à mobilização política e cívica de quem se opõe às atuais políticas de austeridade, dizendo que acrescentam apenas desemprego e recessão e sufocam a recuperação económica.
Além de Mário Soares, assinam este manifesto Isabel Moreira (deputada independente do PS), Joana Amaral Dias (ex-dirigente do Bloco de Esquerda), José Medeiros Ferreira (ex-ministro dos Negócios Estrangeiros), Mário Ruivo (professor universitário), Pedro Adão e Silva (ex-dirigente do PS), Pedro Alves (líder da JS), Vasco Vieira de Almeida (advogado, ex-ministro socialista) e Vítor Ramalho (líder do PS/Setúbal).



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