O Hospital Garcia de Orta confirmou hoje a existência de uma circular para que sejam emitidas 17 altas por dia em diversas especialidades, mas explicou à Lusa que se tratou de um lapso, sendo informativa e não normativa.
"O hospital admite que se trata de um lapso que vai ser corrigido, pois esta é uma circular informativa e não normativa. O principal objetivo é garantir a capacidade do hospital de tratar os doentes à medida que estes vão chegando ao Serviço de Urgência", disse em declarações à Lusa.
A mesma fonte acrescenta que esta foi uma medida de gestão clínica acordada com os diretores dos serviços envolvidos, assegurando que não está em causa a qualidade dos serviços prestados.
"O que se pretende é otimizar a resposta do serviço de urgência. Um doente que entra na urgência e se chega à conclusão que vai ficar internado, se não tiver cama, fica na urgência, prejudicando o seu funcionamento", refere.
O PCP denunciou hoje que o Hospital Garcia de Orta (HGO), em Almada, deu orientações para que sejam emitidas 17 altas por dia em diversas especialidades , questionando o Governo sobre esta situação.
"O HGO deu orientações para serem emitidas 17 altas por dia, que permitam, segundo a administração, a disponibilização de pelo menos 15% da lotação total, tendo em conta os doentes admitidos para internamento no serviço de urgência", refere o PCP em comunicado.
O PCP refere que teve acesso à uma circular da administração do HGO que define que as 17 altas por dia são distribuídas da seguinte forma: 10 para o serviço de medicina, uma para o serviço de pneumologia, uma para o serviço de gastrenterologia, uma para o de nefrologia, duas para neurologia, uma para oncologia e uma para o serviço de cardiologia.



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