O STEC - Sindicato dos Trabalhadores das Empresas do Grupo CGD afirma que, pelos dados obtidos na manhã de hoje, a adesão à greve geral regista mais de 80 por cento, com particular incidência no banco público.
"Apesar das tentativas de desmobilização da Greve, que ocorreram no Grupo CGD, (...) a adesão à Greve Geral regista mais de 80 por cento, com particular incidência na empresa líder do Grupo, a CGD", refere o comunicado do sindicato.
De acordo com o mesmo "a greve fez-se sentir em todo o universo do Grupo, muito especialmente na rede de agências, com centenas de balcões fechados ou a funcionarem apenas para prestar informações, em condições de extrema precariedade de segurança e recorrendo a trabalhadores com vínculo precário e a estagiários".
Também os serviços centrais, garantem, "estão a funcionar de forma muito reduzida e essencialmente à base de trabalhadores em regime de 'outsourcing'".
O sindicato adianta que "os trabalhadores do Grupo CGD, com esta expressiva manifestação de protesto, só esperam agora que o Governo, a Assembleia da República e a Administração do Grupo, tirem as devidas ilações desta greve e saibam tomar as medidas de alteração de política que leve ao crescimento económico e à criação de emprego, pondo fim a esta caminhada acelerada para o empobrecimento".
A Lusa tentou contactar a CGD mas até ao momento não foi possível obter um comentário.
A greve geral convocada para hoje em Portugal pela CGTP e UGT, para protestar contra as medidas de austeridade decretadas pelo Governo, está a “registar forte adesão”, de acordo com informações transmitidas pelas duas centrais sindicais.
Nos grandes centros urbanos como Lisboa e Porto, autocarros e metropolitanos estão praticamente paralisados, havendo também fortes constrangimentos nas ligações ferroviárias a nível do país. A TAP cancelou mais de uma centena de voos.
Durante a primeira metade do dia registaram-se alguns incidentes, designadamente com o arremesso, por desconhecidos, de “cocktails molotov” e latas com tinta contra três repartições de Finanças em Lisboa. A GNR foi também chamada a intervir junto de piquetes de greve que tentavam impedir a circulação de comboios em Anadia e Penafiel. A PSP teve de afastar piquetes de greve que bloqueavam a circulação de autocarros, nomeadamente junto à saída da estação da Carris na Musgueira, em Lisboa.
Além dos transportes, os efeitos da greve geral, a segunda conjunta convocada por CGTP e UGT, estão também a fazer-se sentir junto de escolas, hospitais e centros de saúde, tribunais, autarquias e outras repartições do Estado, afetando ainda alguns setores privados, em especial na indústria.



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