O presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, manifestou hoje pesar pela morte do pintor e arquiteto Fernando Lanhas, falecido no sábado, descrevendo-o como um homem que "esteve sempre à frente do seu tempo".
"Fernando Lanhas revolucionou a arte portuguesa no século XX. Foi um homem que esteve sempre à frente do seu tempo e que deixou uma marca indelével na cultura portuguesa em diversos domínios, não só na pintura, mas também na arquitetura, antropologia e etnografia", disse Barroso, em mensagem divulgada em Bruxelas.
O presidente do executivo comunitário diz que foi com "grande pesar" que tomou conhecimento da morte de Fernando Lanhas e endereçou sentimentos à família e amigos do artista.
Lanhas, disse, "foi um precursor da transdisciplinaridade nas artes que cedo percebeu que a cultura é uma manifestação profundamente humana e por isso universal".
"Influenciou muitas gerações de artistas e deixou um testemunho e um legado intemporal voltado para o futuro", descreveu Barroso.
Fernando Lanhas faleceu sábado à noite, no Porto, aos 88 anos,
Nascido no Porto a 16 de setembro de 1923, Fernando Lanhas, que estudou arquitetura na Faculdade de Belas-Artes na Universidade do Porto, começou a pintar em 1944, tendo recebido o "Honoris Causa" pela Universidade do Porto em 2005.
O corpo de Fernando Lanhas encontra-se em câmara ardente na Igreja Nossa Senhora da Boavista, no Foco, no Porto, realizando-se hoje o funeral.



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