Discurso de Cavaco Silva
MARIO CRUZ/Lusa
O Presidente da República, Cavaco Silva, considerou hoje que a cidade do Porto se “preparou e antecipou o que hoje a todos é exigido", defendendo que "nos nossos dias, exige-se que a própria urbe não espere pelo Estado".
Na sessão que marcou o encerramento do dia dedicado ao município do Porto, o primeiro de dois de visita ao Norte de Portugal, o Presidente da República afirmou que a cidade está a "fazer o que tem de ser feito".
"Fazer a gestão dos recursos disponíveis com eficácia e eficiência. Dar prioridade ao equilíbrio financeiro. Reduzir o passivo das contas das instituições públicas. Assim se preparou e antecipou o que hoje a todos nós é exigido. Melhorar os serviços públicos, torná-los mais eficientes, em suma, fazer mais com menos", declarou.
Segundo Cavaco Silva, na cidade liderada por Rui Rio "também se prepara e antecipa o futuro investindo, com sentido das prioridades, nos fatores que criarão as condições para a mudança” de que o país necessita.
"Nos nossos dias, exige-se que a própria urbe não espere pelo Estado. Muito pelo contrário, será ela a tomar a iniciativa de se organizar de modo a extrair das suas forças vivas o melhor que elas podem dar", considerou.
O chefe de Estado realçou que "aqueles que têm a responsabilidade de decidir em nome da comunidade serão, em primeiro lugar, julgados pelas prioridades que escolhem para orientar a sua ação".
"O Porto, que sabe confiar em si mesmo, foi-se nestes anos, sob a vontade diretora do senhor presidente da câmara, Dr. Rui Rio, edificando e consolidando perante os nossos olhos", afirmou Cavaco Silva.
"Processos desta dimensão são demorados, mas exigem, no imediato, capacidade de decisão. São coletivos, mas exigem alguém que dê o primeiro passo e aponte o caminho", acrescentou.
Para o Presidente da República, "as cidades ambiciosas têm tudo a ganhar se apostarem, mais do que numa política de cidades, numa verdadeira política da cidade".
No final da cerimónia, Cavaco Silva condecorou o arquiteto Eduardo Souto de Moura, prémio Pritzker 2011, com o título de Grande-Oficial da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada.
O chefe de Estado agraciou ainda, com o título de Grande-Oficial da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada, a investigadora e professora universitária Maria Ângela Brito de Sousa.
O ex-presidente da Associação Industrial Portuense e ex-deputado Francisco Almeida e Sousa foi condecorado com o título de Grande-Oficial da Ordem do Infante Dom Henrique.



Comente este artigo