Na sessão plenária do Conselho de Segurança, Cavaco Silva chamou também a atenção para a necessidade de proteger os milhares de civis que morrem todos os dias em várias partes do mundo.
Para o chefe de Estado português é urgente a “coordenação acrescida entre actores na protecção de civis em conflitos armados” daí que tenha sublinhado a necessidade de “aprofundar a cooperação entre a União Europeia, as Nações Unidas e a União Africana” na prevenção da violência.
“São os civis que continuam a sofrer em alta escala os efeitos das guerras”, disse Cavaco Silva, acrescentando que a “inacção nunca é uma solução e jamais poderá ser a resposta da ONU para aqueles que violam o direito internacional e os direitos humanos”.
Apesar de chamar a atenção para a necessidade de as Nações Unidas e do Conselho de Segurança agirem, Cavaco Silva diz acreditar que “o Conselho de Segurança dispõe de capacidade para proteger civis”.
Cavaco Silva defendeu ainda a constituição da língua portuguesa como língua oficial das Nações Unidas. O Presidente da República afirmou que o português “é uma língua que merece há muito o estatuto de língua oficial desta instituição”.
O Presidente da República afirmou que as suas palavras são “compreendidas de imediato” por mais de 250 milhões de pessoas de oito países e uma região autónoma da China, relembrando que se trata de “um dos idiomas em maior expansão de todo o mundo, sendo já a terceira língua europeia e a sexta a nível mundial”.



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