Carvalho da Silva da CGTP
Lusa"O acordo de concertação social não é lei, não pode e não vai se prática e vamos agir", prometeu hoje no congresso da CGPT, Manuel Carvalho da Silva. Num discurso empolgado, acolhido por repetidos "A luta continua" gritados pelos delegados sindicais, Manuel Carvalho da Silva despediu-se da liderança da Intersindical.
Ainda sobre o acordo tripartido, Carvalho da Silva frisou que este merece repulsa, acrecentando, numa alusão à UGT, que "uma organização sindical não pode nunca apoiar um acordo destes", nunca "sanccionar medidas que vão contra os trabalhadores e o povo". E alertou para um patronato "insaciável", que "depois de um acordo assinado desencadeia ataque para outro", adiantando que prova disto é que "um elemento da troika veio ressuscitar" a questão da TSU.
Defendendo "o trabalho com direitos" e a "dignificação dos trabalhadores", Carvalho da Silva sublinhou que essas conquistas estão a ser postas em causa e sublinhou que a CGTP estará empenhada neste combate, ressalvando que entra agora na central uma nova geração que vem dar novo contributo à central. A renovação imposta pelo novo regulamento (que impede a eleição de dirigentes que cheguem à idade de reforma durante o mandato) implica a saída de Carvalho da Silva e de 1/3 dos históricos da maior central sindical portuguesa. Aplaudido de pé, Carvalho da Silva trminou com votos de êxito na luta que a CGTP se propõe.
Acordo de concertação social revela "impulso suicidário"
Manuel Carvalho da Silva, secretário-geral da CGTP, disse que a política de austeridade teve "um novo impulso suicidário" com a assinatura do acordo de concertação social.
"Pode parecer um exagero o que vou expressar, mas é um facto que a política de austeridade teve um novo impulso suicidário com o recente acordo de concertação social", disse Carvalho da Silva na abertura do XII Congresso da CGTP.
De acordo com o ainda secretário-geral da CGTP, o acordo "não é o estímulo da economia, mas o reforço da austeridade, a diminuição da retribuição e a desregulamentação do trabalho, um retrocesso social sem precedentes depois do 25 de abril".
Para o líder da plataforma sindical, "os programas de austeridade não resolvem os problemas do país".
Como disse Carvalho da Silva, "o capitalismo não será certamente o último sistema da história da humanidade", acrescentando: "o sistema continua para afundar o nosso país".
Para Carvalho da Silva, os sindicatos atravessam um período difícil e "complexo", mas "são indispensáveis" na defesa dos direitos dos trabalhadores. O sindicalista sublinhou que os sindicatos são "um dos pilares mais profundos da democracia".


Comentários