Bacalhau
O Conselho Norueguês das Pescas negou hoje estar a pressionar Bruxelas para introduzir fosfatos no bacalhau consumido em Portugal e assegurou não ter interesse em fragilizar a sua posição no mercado nacional, responsável por 32 por cento das exportações.
O comunicado do Conselho Norueguês das Pescas (CNP) surge na sequência da manchete de hoje do Jornal de Notícias, que destaca o "ataque" europeu ao bacalhau português, noticiando que a Comissão Europeia equaciona normalizar a cura com químicos (fosfatos).
Segundo a Associação dos Industriais do Bacalhau trata-se de um "golpe nórdico" que, a concretizar-se, pode significar o fim do tradicional bacalhau português e a derrocada de uma indústria que conta com 83 empresas e assegura 1800 postos de trabalho.
O CNP salienta, no entanto, que a proposta apresentada na União Europeia para a introdução de fosfatos no bacalhau salgado verde partiu de produtores dinamarqueses e noruegueses e que visa apenas determinados mercados, nomeadamente Espanha e Grécia, onde esse tipo de produto é consumido.
"Os padrões de qualidade do bacalhau vendido no mercado português exigem uma determinada cor, tamanho e teor de água que são mais difíceis de cumprir e mais dispendiosos se forem usados aditivos na matéria prima (bacalhau salgado verde)", acrescenta o comunicado.
O Conselho lamenta, por outro lado, que a indústria norueguesa seja associada a movimentações em Bruxelas para liquidar a indústria nacional e salienta que Portugal é o principal mercado do bacalhau norueguês, representando mais de 32 por cento do total de exportações pelo que a indústria norueguesa "não se pode dar ao luxo de pôr em causa a sua forte posição no mercado português oferecendo produtos de qualidade inferior".



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