Alberto João Jardim em campanha eleitoral. As eleições na Madeira realizam-se no Domingo
ReutersVeja em anexo as medidas acordadas no plano de ajustamento financeiro da Região Autónoma da Madeira
Alberto João Jardim em campanha eleitoral. As eleições na Madeira realizam-se no Domingo
ReutersA Madeira vai receber 1.500 milhões de euros de financiamento através do seu plano de ajustamento da parte do Estado, tendo 25 anos para pagar o empréstimo e uma taxa de juro igual à da troika. O empréstimo vence em 2031, mas a Madeira só tem de começar a amortizar capital daqui a quatro anos.
A taxa de juro cobrada à Madeira por este empréstimo será igual à exigida pela troika no dinheiro emprestado a Portugal, no âmbito do Programa de Assistência Económica e Financeira.
Depois de algumas semanas de negociações, o Governo Regional da Madeira, na passada quarta-feira, chegou a acordo com o Governo da República quanto ao conteúdo do Programa de Ajustamento da Região Autónoma da Madeira, o qual foi aprovado em Conselho de Governo Regional, hoje, e assinado por Alberto João Jardim e pelo Secretário Regional do Plano e Finanças.
No seu discurso de cessação da negociação, Jardim reconhece que “foram negociações difíceis face à grave situação financeira em que se encontra o país”.
O responsável reconheceu que, ao contrário do Governo socialista que ilegitimamente subtraiu meios ao povo Madeirense, o actual Governo respondeu positiva e afirmativamente ao seu pedido de assistência financeira, também este feito na altura oportuna, dada idêntica assistência estrangeira ao país.
O presidente do Governo regional da Madeira, Alberto João Jardim, admitiu ainda que sem "sustentabilidade financeira" o futuro da região autónoma estaria comprometido, sobretudo o futuro da autonomia política".
Acrescenta que sem a amortização dos investimentos feitos, todos pagos pela Madeira, é óbvio que entraria em incumprimento, o que que arrastaria a região para a bancarrota, paralisando e levando ao fim da sua autonomia, ficando sem liquidez para pagar os trabalhadores da função pública, para pagar comparticipações e despesas sociais indispensáveis, para pagar fornecedores.
João Jardim garantiu também que fica garantido perante os credores que a Região irá cumprir com todas as obrigações que decorrem dos contratos assinados, acrescentando que fica desmistificada "a ideia mentirosa, repetida dolosa e infundadamente vezes sem conta", de que vivem à custa dos contribuintes do Continente.
| Anexo | Tamanho |
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| conferencia_imprensa_plano_ajustamento_financeiro_ram_27012012.pdf | 443.39 KB |


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