A proposta do secretário-geral do PS para que os socialistas se abstenham na votação no Orçamento do Estado para 2012 foi aprovada com mais de dois terços de...
Por Tiago Mota Saraiva, publicado em 11 Fev 2012 - 04:00 | Actualizado há 14 semanas 6 dias
A proposta do secretário-geral do PS para que os socialistas se abstenham na votação no Orçamento do Estado para 2012 foi aprovada com mais de dois terços de...
A vacuidade das afirmações de António José Seguro sobre o país, polvilhadas por vaidosos “eu falei” ou “eu fui o primeiro a dizer”, prova que o PS precisa mais do país do que o país precisa do PS.
Depois da liderança férrea de Sócrates, que construiu um partido sem conteúdos políticos sustentado por movimentos de grupos de interesses – exemplarmente escudado por uma justiça agrilhoada, Seguro aparenta valer pouco mais que um zero à esquerda.
É certo que, com o acordo da troika e os programas de austeridade, Sócrates envenenou o futuro político do partido para os próximos anos. À nova liderança do PS não restavam mais que duas hipóteses: ou entrava em ruptura com as políticas de austeridade e, consequentemente, com a liderança passada, ou passava os próximos anos embrulhada no novelo das políticas do governo sem dele fazer parte. Os dirigentes do PS escolheram a segunda opção, não aprendendo nada com o partido homólogo grego – o PASOK, na última sondagem publicada esta semana, já é a quinta força política, com 8% de intenções de votos.
Esta linha política torna inevitável uma ruptura com o eleitorado. Quem concorda com a austeridade não vê motivos para não votar no PSD. Quem não concorda não se sente representado pelo PS. As mais recentes notícias de desfiliações de sindicatos inscritos na UGT são um dos primeiros sinais de que não se pode ser contra e a favor ao mesmo tempo.
Arquitecto
Escreve ao sábado


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