euro
D.R.Por Tiago Mota Saraiva, publicado em 10 Dez 2011 - 04:00 | Actualizado há 23 semanas 6 dias
À hora a que escrevo este artigo, o euro ainda existe. Quando for publicado, ninguém o pode garantir.
O “Wall Street Journal” noticiou que vários bancos centrais já estariam a preparar-se para o regresso às velhas moedas. Durante a semana foram inúmeros os prognósticos sobre o que sucederá com o fim da moeda única. A única certeza é que a situação será dramática. Possível fecho de fronteiras para evitar fuga de capitais, contas bancárias bloqueadas, nacionalização dos prejuízos e dívida privada dos sectores fundamentais e aumento exponencial da inflação e da dívida pública perante o estrangeiro. Portugal viverá um ambiente de guerra sem ter sido disparado um único tiro.
Em tempos tão incertos, e mesmo que a união monetária resista ao fim-de-semana, não está nas mãos de ninguém em quem votemos a decisão sobre se viveremos ou não este ambiente de guerra. Nada que façamos o pode evitar e países como a Grécia ou Portugal estão a fazer tudo ao contrário do que seria necessário para proteger os seus povos.
Neste momento é bom lembrar que o euro ainda não tem dez anos de circulação e que houve quem alertasse para os seus perigos e desvantagens. Hoje temos um país mais endividado e dependente da importação de bens primários. Por determinação política dos nossos governantes, e ao contrário do prometido durante os períodos eleitorais, não nos foi permitido discutir a entrada no euro ou o Tratado de Lisboa e, na sua sequência, referendá-los. Quem tomou as decisões por todos tem de ser responsabilizado.
Arquitecto
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