Por Paulo Malo, publicado em 10 Fev 2012 - 04:00 | Actualizado há 15 semanas 13 horas
Nestes tempos difíceis em que cortar custos e ser mais eficiente é essencial, vamos assistir a muitas fusões, aquisições e falências. Vamos também assistir a novas parcerias e outra formas de cooperação. A maior parte das empresas que não têm qualidade, brand ou know-how e que se encontram em dificuldades financeiras irão falir. As empresas em dificuldades financeiras mas que tenham marca, qualidade e ou know-how específico, têm como saída a venda ou a fusão. Embora em dificuldades ou inviáveis, estas empresas têm valor para quem quer investir. O seu preço é actualmente baixo, dadas as circunstâncias, mas serão rentáveis a curto prazo. Existem no entanto dois factores que podem ser obstáculo às fusões e aquisições:
1. Falta de tempo e ou networking para encontrar o parceiro ou comprador. Neste aspecto os bancos credores podem ajudar a encontrar parceiros e ou compradores, através dos seus conhecimentos e networking a nível nacional e internacional.
2. O ego e a falta de humildade dos proprietários podem dificultar a concretização do negócio em tempo útil. Como também pode ser difícil vender quando os proprietários são os fundadores da empresa, tendo por isso fortes laços emocionais com a mesma.
A crise pode e deve ser aproveitada para se concretizarem joint ventures, num período em que as empresas são forçadas a ser mais realistas. Não me admiraria que neste cenário, empresas pequenas com qualidade se associassem a outras e criassem empresas com dimensão suficiente para se internacionalizarem, gerando mais postos de trabalho e multiplicado o seu valor.
Presidente da Malo Clinic Health & Wellness
Escreve quinzenalmente à sexta-feira



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