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Por Rosa Ramos
publicado em 25 Jun 2013 - 18:56
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O quarto segredo de Fátima continua por revelar: a contabilidade
Desde 2005 que o Santuário de Fátima não revela a sua contabilidade aos fiéis. A culpa é da Concordata, mas a administração e a diocese não explicam porquê

Há oito anos que o Santuário de Fátima não divulga publicamente as suas contas. Os últimos números conhecidos, de 2005, mostravam que, no espaço de um ano, o maior santuário católico português conseguiu amealhar mais de um milhão de euros em "actividades comerciais", mais de 9 milhões em "ofertas" e 4,5 milhões de euros provenientes de "outras receitas". Tudo isto somado ao lucro dos serviços de alojamento, "valorizações financeiras" e outros serviços, fez com que o espaço mariano tenha rendido, só nesse ano, mais de 17,2 milhões de euros. Mesmo assim, o santuário fechou 2005 com um prejuízo de 3,7 milhões de euros - justificado, na altura, pela construção da nova basílica.

O i voltou a questionar o Santuário de Fátima, no início deste mês, sobre a sua contabilidade. A resposta chegou via email, assinada pelo centro de comunicação social e numa só linha: "Não haverá resposta." Numa das perguntas, o i pedia mais detalhes sobre a justificação que tem vindo a ser dada aos jornalistas, nos últimos anos, sobre a não apresentação pública das contas. Desde 2006 que a administração do espaço mariano diz que não divulga os dinheiros devido a aspectos que estão a ser negociados entre o Estado português e a Santa Sé ao abrigo da Concordata.

Há três anos, o então presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) explicava à TSF que existiam matérias por regulamentar, nomeadamente o tipo de actividades com fins religiosos que estão isentas de impostos - uma situação que levanta dúvidas, por exemplo, nos juros a pagar ou não em relação às contas bancárias do santuário. "Há uma corrente que diz que o dinheiro gerado pelo dinheiro, ou seja, os juros, também deve ser colectável. Há outros que dizem que não. São questões melindrosas que exigem muito tempo", explicava D. Jorge Ortiga. O i tentou saber quais são os pontos concretos da Concordata que estão a ser alvo de negociação e em que ponto se encontra a discussão.

Mas nem o Santuário de Fátima nem o governo - através do Ministério das Finanças - responderam às perguntas. O i ainda contactou o assessor do bispo de Leiria-Fátima, padre Vítor Coutinho, que não se mostrou disponível nem para esclarecer o assunto, nem para fazer a ponte com D.




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