O presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz, criticou, num debate gravado em vídeo, a visita que o primeiro-ministro português fez em Novembro a Angola, na qual admitiu ir...
O presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz, criticou, num debate gravado em vídeo, a visita que o primeiro-ministro português fez em Novembro a Angola, na qual admitiu ir...
Os comentários do presidente do Parlamento Europeu (PE) sobre a visita de Passos Coelho a Angola devem-se ao facto de Martin Schulz ainda não se ter adaptado às novas funções, defendeu Alejo Vidal-Quadras, um dos vice-presidentes da instituição europeia.
"Foi uma falta de adaptação ao seu novo papel [de presidente do Parlamento Europeu]", defendeu Alejo Vidal-Quadras, considerando que "levará uns meses a compreender que não é chefe de um grupo político, mas presidente de todos os parlamentares".
À margem de um debate sobre o novo regulamento europeu relativo às infraestruturas energéticas transeuropeias, em Lisboa, o político espanhol recordou que "o presidente Martin Schulz foi até há pouco tempo presidente do grupo socialista do PE e está nos seus hábitos o combate político".
"Enquanto líder de um grupo político é uma qualidade, mas, quando assume a presidência do PE, tem que ser integrador e neutral e estar acima do debate político", declarou.
O vice-presidente do PE, membro do grupo do Partido Popular Europeu (PPE), disse que "levará tempo até que Martin Schulz mude de atitude", considerando que não é fácil "mudar de função com tanta rapidez".
O presidente do Parlamento Europeu lamentou na quinta-feira o que considerou ser uma interpretação errada dos comentários que fez sobre a visita do primeiro-ministro português a Angola, garantindo que não criticou Portugal, mas sim a falta de solidariedade na Europa.
Em declarações à imprensa no Parlamento Europeu, em Bruxelas, Martin Schulz afirmou-se "espantado ao ser informado da interpretação" que foi feita em Portugal das suas palavras, e lamentou que estas tenham sido "confundidas" com observações da chanceler alemã, Angela Merkel, sobre a Madeira, das quais disse discordar em absoluto.
"Sempre me senti muito ligado a esse país [Portugal], pelo que lamento muito que tenha havido pessoas que tenham tentado interpretar mal algo que não pode ser mal interpretado, porque eu não critiquei nem o Governo nem critiquei o país, apenas expliquei que os europeus devem perceber que têm de trabalhar em conjunto", de modo a que um Estado-membro da União não tenha de se virar para países terceiros em busca de investimentos, afirmou.
Alejo Vidal-Quadras foi um dos participantes no debate sobre a nova proposta de lei sobre as redes energéticas europeias, promovido pelo eurodeputado Correia de Campos, que é um dos relatores do documento.


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