A proposta foi feita aos cargos directivos do grupo com o objectivo de “poupar nos gastos”
O grupo de media Prisa (Promotora de Informaciones Sociedad Anónima) propõs aos directores das suas empresas receberem menos 7% nos ordenados.
Segundo o PR Notícias (portal de comunicação espanhol), esta é mais uma medida da “rigorosa política de cortes” que o grupo implementou com o objectivo de “poupar nos gastos”.
A redução nos vencimentos para os cargos directivos junta-se assim aos cortes já realizados aos trabalhadores do “El País” (jornal espanhol que faz parte do grupo).
A empresa dirigida por Juan Luis Cebrián está presente em 22 países da Europa e da América e engloba títulos como os jornais “El País” (Espanha) e “Le Monde” (França), a revista “Rolling Stone” (EUA) e o grupo Media Capital (Portugal).
Recentemente, a Prisa anunciou que ia despensar 2500 trabalhadores por todo o mundo. Reduzindo assim em 18% os quadros do grupo a nível mundial. Para além dos despedimentos, a empresa de media espanhola começou também a equacionar outsourcing e reformas antecipadas para reduzir a sua força de trabalho. O plano de reestruturação da empresa, que se irá estender até ao primeiro trimestre deste ano, foi na altura comunicada aos sindicatos e aos representantes dos trabalhadores. “O processo enquadra-se nas mudanças que se sentem no sector dos media a nível mundial e que tornam necessária a transformação da Prisa numa nova empresa, não só centrada na produção e distribuição de conteúdos em língua espanhola e portuguesa mas também na procura de outros grupos de interesse e nas novas tecnologias”, dizia em comunicado a empresa. Os cortes afectaram cerca de 2 mil colaboradores em Espanha e 500 em Portugal e no continente americano. Porém, o grupo alertou que estes números poderiam aumentar numa fase seguinte.
Embora o número exacto de colaboradores portugueses afectados por esta decisão ainda não tenha sido revelado, a Prisa detém a Media Capital, uma das principais empresas de media a nível nacional. O grupo que possui a TVI e a produtora Plural Portugal ainda não prestou declarações sobre este assunto mas recentemente também realizou reestruturações. Em Novembro de 2011, a TVI começou a fazer um plano de redução de despesas, do qual viria a resultar um corte de 5% nos salários e de 10% nas despesas da empresa. Em Portugal, para além da Media Capital, a Prisa possui ainda na área de revistas a Progresa-MCE, bem como a editora Santillana.



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