PETA afirma que as orcas são escravas
Pela primeira vez na história dos EUA, vai discutir-se se os animais devem ter protecção constitucional
A organização não governamental People for the Ethical Treatment of Animals (PETA) nomeou cinco orcas como autoras de um processo judicial, argumentando que os animais têm os mesmos direitos de protecção contra a escravidão que os seres humanos. A acção é contra o parque aquático Sea World, nos EUA.
Segundo três especialistas de mamíferos marinhos e dois ex-treinadores de baleias da organização não governamental, as orcas Tilikum, Katina, Kasatka, Ulises e Corky são tratadas como escravas por viverem em tanques e serem forçadas a fazer apresentações todos os dias. Como tal, a PETA decidiu abrir uma acção judicial contra o parque aquático. “Pela primeira vez na história da nossa nação, um tribunal vai ouvir argumentos sobre se os seres vivos que respiram e sentem têm direitos, ou podem ser escravizados simplesmente por não terem nascido humanos”, afirmou Jeffrey Kerr, advogado das cinco orcas, em declarações à BBC. “A escravidão não depende da espécie do escravo, assim como não depende de raça, género ou etnia. A coerção, degradação e submissão são características da escravidão e, estas cinco orcas sofreram todas estas injúrias”, acrescentou. O SeaWorld já reagiu às acusações e classificou o caso como um “desperdício de tempo e dinheiro”. Para além disso, considera que se a PETA vencer o processo judicial, poderá ter “consequências graves não só para os parques marinhos e zoológicos, mas também noutras áreas onde os animais ajudam os humanos”. Márcia Oliveira



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