O Ministério dos Negócios Estrangeiros português já realizou "várias ações diplomáticas" no sentido de evitar que o cidadão português de etnia chinesa Lau Fat-wai seja executado na China, disse hoje à agência Lusa Teresa Nogueira da Amnistia Internacional (AI).
A coordenadora do Grupo da China na secção portuguesa da AI adiantou que as ações diplomáticas em causa foram expostas a dois membros da organização de defesa dos direitos humanos, mas não podem ser divulgadas.
"O atual governo português e o anterior não se alhearam desta situação que é a de defesa da vida de um cidadão português", indica um comunicado da AI-Portugal após dois membros da organização terem sido recebidos na quarta-feira no Ministério dos Negócios Estrangeiros.
A Amnistia lançou, em todo o mundo, um apelo para as autoridades chinesas não executarem Lau Fat-wai, condenado à morte em 2009, sob acusações de transporte de droga e contrabando de materiais para o fabrico de estupefacientes.
Segundo Teresa Nogueira, Lau Fat-wai obteve o último passaporte português em 2003 e o bilhete de identidade em 2004.
De acordo com a AI, a sentença do cidadão português foi confirmada em segunda instância em setembro de 2011 e o caso está agora pendente de uma decisão do Supremo Tribunal Popular chinês.



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