Estudo da Universidade da Califórnia alerta para problema que afecta mais os grandes centros urbanos
Restos microscópicos de plástico estão a aglomerar-se no ambiente marinho e poderão começar a fazer parte da cadeia alimentar, segundo alerta um estudo publicado no “Journal of Environmental Science and Technology”. Os investigadores encontraram “microplástico” na roupa sintética, que libertam até 1 900 pequenas fibras por peça de roupa cada vez que estas são lavadas.
“As investigações que fizemos, demonstraram que quando olhamos para todos os pedaços de plástico no meio ambiente, aproximadamente 80% estava feito por micropedaços de plástico”, diz o co-autor do estudo Mark Bowne, um ecologista da Universidade da Califórnia. “Assim que o plástico é ingerido, o mesmo é transferido do estômago dos animais para o seu sistema circulatório, acumulando-se nas suas células e acabando por entrar na cadeia alimentar”, refere Bowne à BBC.
Com o objectivo de identificar a presença de microplástico nas praias, foram recolhidas amostras de 18 praias do mundo, incluindo o Reino Unido, a Índia e Singapura. “Todas as amostras continham microplástico, a maior parte fibroso”, revelou o investigador. A equipa de investigação concluiu que as descargas de esgotos são a fonte da presença de plástico e que a concentração de microplástico é maior nas zonas próximas dos grandes centros urbanos. “Isto sugere-nos que uma grande proporção das fibras encontradas no meio ambiente, foram libertadas pelo esgoto como consequência da lavagem de roupa”, explicou Bowne.



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