Aeroporto de Frankfurt
Cerca de 280 voos foram hoje cancelados no aeroporto de Frankfurt na Alemanha devido à greve que os controladores em terra iniciaram às 08:00 locais (07:00 em Lisboa) e que se prolongará até à 21:00 (20:00 em Lisboa).
Este aeroporto, atualmente o maior da Europa, tem um tráfego aéreo diário de 1200 voos e emprega cerca de 20 mil funcionários.
A sociedade gestora do aeroporto de Frankfurt, a Fraport, informou que na quinta-feira foram cancelados 172 voos.
O porta-voz da empresa, Jürgen Harrer, afirmou que a sociedade que gere o aeroporto está a fazer esforços para garantir, pelo menos, metade do tráfego aéreo durante o dia de hoje e durante os dias que se seguem, se a greve continuar.
Os voos que foram cancelados hoje são maioritariamente ligações entre cidades alemãs e europeias e gerou um aumento do tempo de espera mas não o caos.
A Lufthansa, a maior companhia aérea alemã, teve cerca 250 voos cancelados e ofereceu a troca de bilhetes de avião por bilhetes de comboio para ligações entre cidades alemãs.
A Fraport apelou ao Sindicato de Segurança Aérea (GdF sigla alemã) para voltar a tentar negociações.
Cerca de 200 controladores das operações de terra exigem subidas salariais e melhores condições de trabalho, são os responsáveis pela segurança dos aviões em terra e estão encarregues de dirigir o tráfego nas pistas de aterragem e de assistir ao embarque dos passageiros.
Um porta-voz da GdF anunciou hoje que a greve poderá continuar na próxima semana e que os sindicalistas só avisarão com 24 horas de antecedência.
"Não pensamos voltar atrás", disse Markus Siebers, porta-voz do sindicato, que comunicou que os trabalhadores não vão desistir das suas reivindicações até que a Fraport atenda às suas exigências.
Os controladores de terra têm atualmente um salário anual de 53 mil euros e pretendem alcançar com a greve um salário anual de 79 mil euros, mais 10 por cento nas horas extras e uma redução de 13 por cento no horário de trabalho.
O salário dos controladores com categoria sénior é superior (69 mil e 200 euros anuais) e para eles o sindicato exige 86 mil e 700 euros anuais, e igualmente um aumento de 10 por cento nas horas extra e diminuição de 13 por centona duração do horário de trabalho.



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