Mutação do vírus pode afectar mamíferos
Peritos no vírus H5N1 conseguiram tornar o vírus mais perigoso e suspenderam tudo por dois meses
Os receios de uma epidemia de gripe das aves levou os cientistas que estudavam o vírus H5N1 a travar a pesquisa pelo prazo mínimo de dois meses. O objectivo passa por ouvir a comunidade científica e perceber que rumo dar ao estudo em causa.
Estes cientistas, 39 ao todo, estavam divididos em dois grupos: um no centro médico universitário Erasmus, em Roterdão, Holanda, e outro na Universidade de Wisconsin, Estados Unidos. A sua pesquisa baseava-se numa mutação do vírus que permitia a transmissão entre mamíferos, incluindo seres humanos. Em Dezembro, a Organização Mundial de Saúde mostrou as suas preocupações com o desenvolvimento do estudo, porque criava “inquietações sobre os possíveis riscos e pelo uso indevido” que pode ser dado às pesquisas em causa.
“Percebemos que as organizações mundiais e os governos de vários países precisam de tempo para encontrar soluções e oportunidades para os desafios que esta pesquisa levanta. Face às preocupações sobre as pesquisas, decidimos interromper a investigação durante 60 dias, com o objectivo de dar tempo à comunidade internacional para se expressar”, afirmaram os cientistas envolvidos em carta enviada às revistas especializadas “Science” e “Nature”.
Os Estados Unidos chegaram mesmo a pedir às duas revistas especializadas para que não divulgassem dados essenciais da pesquisa, devido ao receio de que os dados pudessem ser utilizados para acções terroristas.



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