Os cinco jornalistas e um polícia foram presos na sequência de uma investigação ao jornal diário
Desde que rebentou o escândalo das escutas feitas pelo extinto “News of the World”, que a Scotland Yard andava a rondar o jornal tablóide “The Sun”, uma vigilância que culminou sábado com a prisão de quatro jornalistas daquela publicação, mais um que lá trabalhou, e ainda um polícia, que terá recebido dinheiro para passar informações.
A polícia de investigação britânica levou também a cabo buscas nos escritórios centrais, situados na parte leste de Londres, da News Internacional, detentora do “The Sun”, na tentativa de impedir a destruição de provas que possa haver de mais um caso de corrupção e invasão de privacidade, que tem deixado de rastos a imprensa britânica na sua fama de seriedade e acutilância.
Um dos detidos é Mike Sullivan, actual editor da secção de crime do “The Sun”. As residências dos seis detidos também foram alvo de buscas.
Segundo o “The Guardian”, as detenções aconteceram devido às investigações levadas a cabo internamente pela divisão de investigação da News International – grupo editorial que detinha o “News of the World” (extinto em Julho do ano passado após 168 anos de publicação), o “The Sun”, o “The Times” e “Sunday Times”, sendo Rupert Murdoch o seu proprietário, através da News Corporation. Esta divisão de investigação interna foi criada por Murdoch após o caso das escutas. Em comunicado, a News Corp reafirmou que “não serão admitidas práticas ilegais para reunir informação noticiosa”. E prometeu cooperar com as autoridades em tudo o que estiver ao seu alcance.
Este mês, quando foi ouvido pelo juiz Leveson, que conduz uma comissão de inquérito às práticas do jornalismo inglês, onde se reflecte sobre a introdução de regras deontológicas na profissão, o editor-chefe do “The Sun”, Dominic Mohan, garantia desconhecer qualquer tipo de suborno a agentes da autoridade com o objectivo de sacar informação que motivasse qualquer notícia.
A Scotland Yard garantiu, por seu turno, que esta investigação se resumia apenas a detectar eventuais situações de suborno e não para esmiuçar as fontes usadas pelos jornalistas para levar a cabo o seu trabalho. Esta operação, denominada de Operation Elveden – 13, já levou à detenção de 14 pessoas e foi motivada pela suspeita de que haveria jornalistas do grupo News International a pagar a agentes da autoridade para obter dessa forma informação relevante. Deborah Glass, que lidera a investigação, fez a sua avaliação da operação: “Os resultados falam por si”, afirmou.



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