Fatias Douradas
D.REsqueça as calorias, a crise e todas essas chatices. Natal que é Natal faz-se com uma mesa recheada de doces. Para que não rebente com o orçamento, damos-lhe receitas económicas e fáceis, aconselhadas por chefes, como José Avillez, ou mestres da gastronomia, como Maria de Lourdes Modesto. A começar hoje e até ao fim da época natalícia, temos receitas para todos os gostos. Vanda Marques pediu uma ajuda a José Avillez, que escolheu rabanadas com molho de framboesa
resposta foi imediata e sem hesitações: o doce de Natal preferido do chefe José Avillez são as rabanadas. E não há cá espaço para dúvidas. A justificação é simples: “É um doce tradicional da infância.” E se há coisa que uma criança não esquece são os doces. As rabanadas não faltavam na noite de consoada na casa de Avillez e ainda hoje o chefe não as dispensa na sua mesa. “Quem fazia as rabanadas era a Laura, a cozinheira.”
O chefe, que estagiou no El Bulli, de Ferran Adrià, e que começou a trabalhar no Forte do Guincho, em Cascais, não se limitou a dar-nos a clássica receita de rabanadas. Resolveu incluir um sabor extra. “Esta é a receita de família que corresponde à tradicional. Gosto de acrescentar o coulis de framboesa porque é uma conjugação perfeita, tanto a nível de sabor como a nível visual. O coulis de framboesa dá às rabanadas um ar ainda mais natalício”, explica. Para que não restem dúvidas, o chefe está a falar de coulis, que é um molho francês que tanto pode ser doce como picante. Neste caso é doce. Mas quando as rabanadas começaram a ser feitas não havia molhos estrangeiros.
Reza a lenda que a receita é tipicamente portuguesa e nasceu da ideia de aproveitar os restos do pão duro juntando ovos e açúcar. Aliás, se fizer com pão fresco não fica tão saboroso. Esta tradição portuguesa também chegou ao Brasil, principalmente aos meios rurais, onde ficou conhecido como fatia de parida.



Comente este artigo