Hyundai i40
DRComo estão diferentes os automóveis Hyundai em comparação aos modelos de há pouco anos. Aprenderam depressa e não ficam atrás de outras marcas mais famosas
Apesar das provas altamente positivas que a Hyundai tem prestado nos últimos anos ainda há muitos portugueses que olham com desconfiança para esta marca coreana. A verdade é que a qualidade da Hyundai (e da Kia, a outra marca do grupo), tem subido quase em flecha, aproximando-se bastante ou mesmo igualando os construtores near premium, leia-se VW, Opel, Renault, Ford, Peugeot e outros generalistas europeus.
O mais recente produto apresentado em Portugal, o i40 é prova disso. Trata-se de uma carrinha do segmento D (concorre directamente com Ford Mondeo Peugeot 508, Opel Insignia ou VW Passat, por exemplo), com linhas modernas e atraentes (é desenhada e projectada nas instalações da marca na Alemanha), confortável, bem construída, com boas prestações e consumos e com preços que se iniciam nos 27 mil euros para a motorização diesel, a que mais se comercializará em Portugal.
O carro é bem construído, bem equipado, é confortável e os motores, sobretudo o diesel 1.7 CRDI, disponível em dois níveis de potência, 115 e 136 cv dão muita alegria à condução. Tem consumo contido, não ultrapassando os 6,5 litros numa média ponderada com cerca de 30% auto-estrada, 30% de estrada e 40% de cidade, percurso onde os consumos aumentam, como se sabe.
Em viagem o conforto é evidente com os bancos a proporcionarem bom apoio. A instrumentação tem boa leitura e o desempenho da suspensão é digno de registo, desde que se utilize como um familiar e não se queira transformá-la num desportivo, mas aí também não encontrará boa resposta nos pneus Hankook que fazem parte do equipamento de série.
Em suma, o comportamento é tipicamente europeu e apenas os preços ainda são coreanos, o que acrescentado à garantia de cinco anos, independentemente do número de quilómetros, se afigura como uma boa aposta de compra. Ainda neste capítulo, por altura da apresentação à imprensa foram divulgados dados que mostram como o valor de retoma dos Hyundai tem vindo a subir, sobretudo em mercados onde o estatuto da marca não é fundamental, casos da Alemanha e Áustria.
No primeiro destes países, um estudo do DAT (o organismo que coordena o mercado) prevê que após três anos de utilização (média de 30 mil km), o valor de retoma da motorização diesel será de 44,5%, melhor que Ford Mondeo (43,3%) e que o Opel Insignia (43,5%), sendo apenas batido pelo VW Passat, que garante um valor de 45%.



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