Por Jornal i
publicado em 16 Jan 2012 - 03:00

Tro(i)ka de modelo: exportar

Em definitivo 2012, o ano de surpresas esperadas várias. Na 5ª feira, Itália e Espanha emitiram € 22 mil milhões de dívida soberana com algum sucesso. Gerou um sentimento global positivo. Na 6ª feira a S&P anunciou um downgrade de 9 países da zona Euro (Portugal baixou dois níveis), ao qual ficou imune a Alemanha, mas não a França. O tema de fundo repete-se, a Grécia agoniza na negociação com os credores privados, a Alemanha conduz e a França como primeiro violino (desafinado) apoia.

Na nossa frisa estivemos a discutir as projecções pouco animadoras do Banco de Portugal («BP»), o «desvio» orçamental de 300 milhões decorridos 12 dias de execução e o bom, mas que o tem que deixar de ser, sistema nacional de saúde. Pouco inspirador.

A questão económica decisiva é abandonar um modelo (de estagnação) baseado na procura interna e edificar um modelo (de crescimento) baseado na procura externa. O BP estima uma balança comercial positiva em 2012 e 2013 (teremos de recuar a 1951, para encontrar equivalente). A consecução das projecções implica um incremento das exportações de € 10 mil milhões e um recuo das importações de € 6 mil milhões, em 3 anos. Desafiante.

Porém, para os sinais positivos de 2011 contribuiu a desvalorização do euro (14% face ao dólar desde Maio de 2010). Prospectivamente, a diminuição do investimento na economia (hoje 2/3 de 2008), condicionará a capacidade de competir nos mercados internacionais e as importações terão um nível mínimo.

Necessário, pois, voltar ao fundamental: os mercados externos e, provavelmente, repensar prazos.

PwC - Tax Lead Partner

Escreve à segunda-feira





 

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