Por Jornal i
publicado em 11 Maio 2012 - 03:00

Acções versus obrigações
<ENTRADA><P>Quanto menos pagarmos por uma acção, relativamente </P><P>aos seus lucros, melhores serão os retornos futuros </P></ENTRADA>

Nos mercados financeiros há uma atracção irresistível pelos investimentos de que toda a gente fala. São esses, os que toda a gente quer ter e onde reina a excitação, que grande parte das instituições financeiras se apressam a oferecer. Ninguém quer ficar para trás.

É certamente intuitivo e simples de explicar porque devemos comprar activos com bons rendimentos quando estão baratos. O que tem funcionado no investimento nos últimos 80 anos é comprar lucros baratos: comprar acções que transaccionam a múltiplos baixos dos seus lucros. Os lucros são aquilo que resta depois da empresa pagar todas as suas contas e, portanto, são o motor principal do preço das acções. Quanto menos pagarmos por uma acção, relativamente aos seus lucros, melhores serão os retornos futuros.

O rácio preço/lucros da acção, vulgarmente apelidado de PER (price earnings rácio) é o preço da acção a dividir pelos seus lucros por acção. O inverso deste rácio é o yield dos lucros. Este yield reflecte o retorno que receberíamos se a empresa distribuísse todos os seus lucros sob a forma de dividendo em vez de os reinvestir na empresa (o payout ratio é a percentagem de lucros que a empresa distribui sob a forma de dividendos e o restante é retido na empresa para reinvestimento).

O yield dos lucros é calculado dividindo o lucro por acção pelo preço da acção. Dito de outra forma, uma acção com um PER de 20 tem um yield de 5%. A EDP, com as acções a cotar a cerca de 2,20 Euros por acção tem um PER de 7 (lucro por acção de 0,314, ou seja, 2,20/0,314= 7). O yield dos lucros é, portanto, 14,27%. Por outras palavras, quanto mais baixo o PER, mais barata está a acção e mais elevado é o yield dos lucros (a EDP distribuiu em 2011 cerca de 55% dos lucros gerados).

O conceito de yield dos lucros é muito útil quando queremos comparar oportunidades de investimento. Por exemplo, a empresa petrolífera francesa TOTAL transacciona a 6,49 vezes os lucros, ou seja, com um yield de 15,4% (deste rendimento cerca de 43% será distribuído aos accionistas, equivalendo a uma taxa de dividendo de 6,51%).





 

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