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Administração recusa responsabilidades na venda falhada da Universidade Internacional

por Agência Lusa, Publicado em 17 de Novembro de 2009

A administração da sociedade proprietária da Universidade Internacional rejeitou, hoje, responsabilidades no falhanço das negociações de venda da instituição a um grupo empresarial, reafirmando que não ocultou informações aos potenciais compradores.

“Reafirmamos que a não assinatura do acordo não se deveu a negação ou ocultação de qualquer informação”, afirma, em comunicado, Javier Vigo, administrador da Sociedade Internacional de Promoção de Ensino e Cultura (SIPEC).

Admite que houve negociações entre accionistas da Sociedade e a empresa Euroar, representada pelo advogado João Horta Morais e por José Manuel Epifânio, ex-deputado socialista e antigo vereador da Câmara da Moita, apontado por Javier Vigo como “suposto futuro presidente do conselho de administração”.

“É completamente falsa a informação de que não teria sido fornecida, por parte da Sociedade Internacional de Promoção de Ensino e Cultura, toda a informação solicitada pelo Dr. Horta Morais, mandatário do comprador. Nada foi negado e muito menos ocultado”, lê-se no comunicado.

Segunda-feira, o empresário Vítor Martins, responsável da Euroar, empresa de componentes para ar condicionado, disse à agência Lusa ter abandonado o negócio depois de confrontado com dívidas não declaradas pela Sociedade e ausência de documentos contabilísticos de suporte.

No comunicado, Javier Vigo sustenta ainda que a suspensão da actividade dos estabelecimentos de ensino, decretada pela Sociedade a 31 de Outubro - data limite do processo de encerramento compulsivo decretado pelo ministro Mariano Gago - justifica-se com uma “atitude sensata” de aguardar uma alegada decisão “definitiva” da tutela sobre a viabilidade económico-financeira da Sociedade Internacional de Promoção de Ensino e Cultura e consequente futuro da Universidade Internacional.

No texto, Javier Vigo diz que a suspensão de actividade dos estabelecimentos de ensino ficou ainda a dever-se “à falta de estabilidade” provocada pelas notícias sobre o encerramento da Universidade.

Apesar do Ministério da Ciência Tecnologia e Ensino Superior, ao longo do processo, sempre ter manifestado que a Internacional encerrava a 31 de Outubro, como veio a acontecer, Javier Vigo argumenta, por outro lado, que a viabilidade da sociedade proprietária, “depende única e exclusivamente da decisão, clara e inequívoca da tutela” nesse sentido.

No entanto, e pela primeira vez no processo que levou ao encerramento compulsivo, o responsável da Sociedade Internacional de Promoção de Ensino e Cultura admite “acatar” a exigida decisão inequívoca - que o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior sempre considerou estar tomada com o despacho de encerramento compulsivo, datado de 19 de Maio - “para resolução definitiva desta situação”.

Afirma ainda que solicitou uma audiência ao ministro Mariano Gago, com carácter de urgência, “para total esclarecimento e solicitação de informação sobre formas processuais para que, qualquer que seja o sentido [da decisão] se salvaguardem os interesses dos alunos e docentes”.

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