O título pode parecer estranho, mas tudo se simplifica e entenderá melhor se dissermos que a enologia desta quinta duriense é da responsabilidade de Luís Pato, vitivinicultor na Bairrada e a quem a região deve muito.
A história desta quinta localizada em Adorigo, no concelho de Tabuaço, tem a sua génese na primeira metade do século passado, quando um homem, filho ilegítimo e não reconhecido de um grande do Douro, labutava nas propriedades do pai, sempre alegre, bem apessoado e garboso, nunca se lamentando do forma como o seu progenitor o ignorava. A sua simpatia, aprumo e alegria valeram-lhe a alcunha de Pôpa. Um dos filhos, conhecido como o Zeca do Pôpa, procurou nova vida em França. Singrou e, em 2003, comprou uma quinta meio abandonada no Cima Corgo a que foi juntando parcelas vizinhas até chegar aos quase 30 hectares (14 de vinha toda de letra A). Em 2008 mudaram-lhe o nome de Quinta de Vidiedo para Quinta do Pôpa e a homenagem estava consumada. Na mira de conseguirem os melhores vinhos convidaram Luís Pato para dirigir a enologia e o bom trabalho aí está. Uma parte minoritária são vinhas velhas. A gama de vinhos que provámos completou-se com um Tinta Roriz 2008, um vinho muito consensual (20 euros), e o Vinho Doce, um tinto doce com 9,5º muito interessante, com uma acidez e uma doçura muito equilibradas (14,5 euros).



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