O médico e empresário Paulo Malo é actualmente o rosto visível e principal proprietário da quinta de Catralvos, mas a história desta propriedade nos tempos modernos começa em 1984, quando o engenheiro civil Manuel Arroja Beatriz se apaixonou por aqueles 25 hectares com uma pequena vinha e uma casa em ruínas. Começou por plantar mais vinha e depois, entre 1992 e 2000, esteve à espera que as autorizações para a construção da adega e anexos fossem concedidas, ou não fique a Quinta de Catralvos em pleno Parque Natural da Arrábida.
O seu grande problema sempre foi a distribuição dos vinhos, sobretudo no mercado externo. Em 2006 surgiu a oportunidade de uma parceria com Paulo Maló, que graças à sua rede de clínicas dentárias em vários continentes poderia ser um óptimo embaixador. A parceria arrancou e como a vida dá muitas voltas, Paulo Malo é neste momento detentor de 51% de Catralvos, mantendo Manuel Beatriz os restantes 49%.
Neste momento em Catralvos só há produção de uvas brancas, sendo as tintas criadas numa propriedade que a sociedade possui em Canha, o Monte da Charca, concelho do Montijo.
Luís Simões é o enólogo residente sendo Nuno Cancela de Abreu o enólogo master. Em Catralvos o equipamento é muito moderno e, como a capacidade de vinificação e de armazenamento é boa, outros produtores recorrem à adega quer para vinificar, quer para estagiar e posteriormente engarrafar os seus vinhos. Recentemente fizemos uma prova horizontal dos vinhos deixando uma nota dos que mais nos impressionaram, incluindo o Malo Platinum Amo-te 2008 que só deverá estar no mercado no final deste mês de Outubro.



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