Ontem a BBC avançou que os EUA podem desistir da colaboração com a Europa no programa ExoMars
Não são boas notícias para os planos espaciais europeus: os EUA poderão desistir da colaboração ExoMars, avançou ontem a BBC, o que faria com que a Europa, possivelmente com a contribuição russa, tivesse de assegurar sozinha e sem o know-how norte-americano os planos para três missões a Marte, mais de 850 milhões de euros. A desistência só deverá ser oficializada na próxima semana mas hoje discutem-se na Agência Espacial Europeia (ESA) resultados científicos igualmente desanimadores: segundo cientistas do Imperial College London, o planeta vermelho pode estar em seca extrema há 600 milhões de anos, o que torna improvável a existência de vida.
A confirmação de que a NASA abandona a colaboração com a Europa – que previa três missões a Marte em busca de sinais de vida – está dependente da proposta de orçamento da administração Obama para 2013, no dia 13. “Os americanos deram a indicação de que a possibilidade de continuarem a participar é agora muito baixa. É bastante improvável”, disse Alvaro Gimenez, director do programa científico da ESA, citado pela BBC. Já os estudos sobre a aridez de Marte foram divulgados na semana passada e têm por base análises de solo marciano recolhido em 2008 pela sonda Phoenix, da NASA. Os investigadores concluem que Marte, embora tenha gelo em abundância, só terá tido água líquida durante 5000 dos seus 4,5 mil mihões de anos. “As futuras missões terão de escavar ainda mais fundo para procurar evidências de vida, que podem refugiar-se no subsolo”, disse Tom Pike.



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