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As reuniões não-tão-secretas que a Microsoft tem vindo a manter só são alvo de gozo porque se trata da própria Microsoft. Império do Mal uma vez, Império a abater sempre. A Google já teve reuniões do mesmo tipo e não é escândalo nenhum. Business as usual.
Embora, sinceramente, duvide muito que a Microsoft consiga "screw" a Google.




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Joel Tenenbaum já está a ser julgado em Boston e arrisca uma multa na ordem dos 4,5 milhões de dólares, que será decidida por um júri cuja selecção foi "uma tortura" - segundo as palavras da própria juíza que preside ao julgamento, Nancy Gertner. Tenenbaum é um dos casos mais mediáticos, entre os milhares que têm sido julgados ao longo dos últimos cinco ou seis anos, por partilha ilegal de ficheiros em redes peer-to-peer.
Há um post muito interessante de Tenenbaum sobre a sua experiência como vítima da RIAA (http://www.guardian.co.uk/music/musicblog/2009/jul/27/filesharing-music-industry), o qual me foi enviado por um amigo, com quem costumo ter enormes discussões sobre pirataria. Ao ler o post, fica-se com a sensação de que Tenenbaum teve azar. Há milhões de pessoas a trocar ficheiros como se não houvesse amanhã, e ele teve o azar de ser um dos escolhidos pela lotaria da RIAA, a associação da indústria discográfica que tem sido um autêntico lobo mau durante estes anos de luta contra o P2P. A RIAA representa tudo o que ninguém gosta na indústria: um grupo de executivos engravatados, que não faz a mais pálida ideia do que é música ou a vida de um artista, que se reúne em escritórios com relatórios de vendas em queda. Um grupo de executivos da velha geração, que quer fazer sobreviver um modelo de distribuição que está moribundo, e a única coisa que tem é um batalhão de advogados e uma vontade férrea de conseguir castigos exemplares para assustar a comunidade pirata. Ah, e a lei. O que estes senhores têm do seu lado é a lei. Isto é o que Tenenbaum não refere no seu texto. Custa-me ver que um utilizador de P2P sofra mais consequências que um banqueiro corrupto, mas a verdade é que a lei do copyright protege direitos que estão a ser violados a cada milésimo de segundo.
Isto, meus caros, nenhuma argumentação poderosa consegue desmontar.
Custa-me ainda mais ver que a maioria do pessoal que rouba música e filmes na Internet não o faz por acreditar na liberdade, num novo modelo económico, na nobreza da partilha. Fá-lo porque não quer gastar um tostão e está-se a marimbar para os direitos de autor. Mas depois usa os (bons) argumentos de quem percebe que o modelo anterior está falido para justificar a sua conduta. Quando acontecem casos como o de Tenenbaum há uma revolta contra esses canalhas da indústria.
Não vi foi ninguém revoltar-se quando a Warner fechou em Portugal. 50% das pessoas que trabalhavam na música em Portugal foram despedidas. A culpa é dos downloads? Certamente que não, apesar de ter contribuído. Agora, por favor, não me digam que os consumidores têm o direito de partilhar ficheiros a seu bel-prazer, porque não têm. A música e o cinema não são serviços públicos.




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Ainda em 2009, a Toshiba vai começar a enviar para as lojas os seus primeiros leitores Blu-ray. Nada de extraordinário no anúncio, não fosse o Blu-ray a tecnologia de vídeo de próxima geração que venceu a guerra com o HD-DVD... da própria Toshiba. A entrada no mercado da fabricante japonesa demonstra duas coisas: primeiro, que a derrota foi encaixada, analisada e engavetada. O negócio tem de continuar. Segundo, que afinal a Toshiba acredita que os discos ainda estão aí para as curvas durante os próximos anos. A verdade é que CD, DVD, HD-DVD e Blu-ray partilham todos do mesmo princípio físico, salvaguardando as devidas diferenças técnicas e de capacidade. Portanto, segundo alguns especialistas com quem tenho conversado, fazem parte do mesmo regime de transição que irá terminar quando a sociedade absorver a ideia do imaterial. Aliás, a própria Toshiba disse que iria concentrar-se em formas de armazenamento digital avançadas, quando descontinuou o HD-DVD há pouco menos de ano e meio. Afinal, esse futuro talvez ainda esteja longe. Recordo-me do sururu que foi quando a Apple lançou o MacBook Air, sem drive óptica, lá mesmo no Moscone Center. Assim que Jobs acabou de falar dei com uns quantos geeks frustrados, queixando-se do preço e de quanto a empresa sacrificara só por causa do tamanho. Mas isso de facto fez-me pensar para a frente. No momento em que a Internet e não o terminal seja realmente o centro de tudo o que fizer e precisar de armazenar, na nuvem ou em qualquer sítio mais perto do céu, não será necessário carregar CD e DVD para todo o lado. Memórias flash com mais capacidade e ligação permanente à rede, essa é que a chave. Os CD vão-se juntar à caixa de centenas de disquetes que ainda usei na faculdade e que hoje estão a mofar dentro de um armário, só porque são vintage e não me apetece (ainda) mandar esse pedaço de história pessoal para o lixo.
Vamos ver como é que a Sony se aguenta no seu próprio jogo, agora que a Toshiba vai entrar na competição.




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A Nokia está a lançar uma campanha de marketing viral para ver se põe os social networks addicts a mudar a fotografia de perfil para um N97. Eis como funciona: é preciso mudar a foto do Facebook, Twitter ou Hi5 e enviar um comentário ou um tweet para a página Guilhotina Nokia (www.guilhotinanokia.com). Os mais criativos recebem um N97 e o perfil que convidar mais amigos a fazer o mesmo v ai receber prémios (não especificados). A inscrição termina a 17 de Julho.
Confesso que a associação à guilhotina não me atrai muito, mas a ideia faz sentido: é de facto preciso perder a cabeça para dar 699 euros por um telemóvel, mesmo que seja o brilhante N97. Sim, o modelo é óptimo e faz jus ao pandam que se criou à sua volta em Dezembro, quando foi apresentado em Barcelona. Mas 700 euros?! Compra-se um portátil muito decente com esse dinheiro – mesmo que o N97 seja um "multimedia computer", como a Nokia chama aos seus smartphones. Ainda por cima com a concorrência mais directa a ser modesta no preçário.
Mas, for what it's worth, acho uma campanha apropriada. É preciso ir onde os consumidores estão.




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A ideia era óptima e vinha de dois "grandes" do campeonato das start-ups, Janus Friis e Niklas Zennstrom, o último do quais tive o privilégio de conhecer na Estónia quando fui à sede da Skype. Mas afinal, a Joost naufragou. Menos de três anos depois de todo o sururu que causou, porque supostamente ia revolucionar a web tv recorrendo (mais uma vez) ao P2P, a empresa mudou de direcção e "desligou" a emissão. O CEO Mike Volpi sai hoje sem glória, anunciando despedimentos, e é substituído por Matt Zelesko, a quem cabe a tarefa de reinventar o projecto fundado pelos criadores do Skype e do Kazaa. Volpi escreveu que a Joost irá concentrar-se em vender plataformas de vídeo e ajudar as empresas a criar portais de vídeo de forma barata e fácil. O Washington Post tem uma análise interessante sobre o tema, particularmente quando diz que um dos grandes erros foi achar que o P2P funcionaria com tudo e para sempre. Afinal, o YouTube e o Hulu.com demonstraram o contrário...
As start-ups de internet são muitas vezes como os "one hit wonders". Começam com tanto frenesim que acabam por se tornar um falhanço. No caso da Joost, diz Volpi, a culpa é da crise.




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The Pirate Bay vai trocar de mãos em Agosto. A Global Gaming Factory X comprou o "bebé" de Peter Sunde, Frederik Neij e Gottfrid Svartholm Warg por qualquer coisa como 5,5 milhões de euros, o que para mim não deixou de ser uma grande surpresa. Não pelo racional do negócio (afinal, é um dos portais com mais tráfego da web), mas pela postura que os três suecos sempre me pareceram ter – anti-sistema, a lutar contra uma indústria em que não acreditam, marimbando-se para o dinheiro. Peter Sunde, o mais mediático em todo este processo, foi completamente inundado de críticas e defendeu-se de forma quase caricata no Twitter. Não gosto dele nem dos outros dois, mas penso que tem o direito de fazer o que quiser com o que é dele – a propriedade sempre é propriedade, mesmo quando se trata de ajudantes de piratas :) além disso, garantem que o dinheiro vai para fundações que lutam por vários tipos de liberdade. Enfim, não é ganância.
O que estou ultra curiosa para saber é se, de facto, vai acambar a rambóia das partilhas ilegais assim que a Global tomar conta do estaminé. Dizem eles que o Pirate Bay "requer um novo modelo de negócio, que satisfaça os requisitos e necessidades de todas as partes", desde os donos dos conteúdos aos operadores de internet, utilizadores e autoridades. "Os fornecedores de conteúdos e operadores precisam de controlar o seu conteúdo e ser pagos por ele", enquanto os utilizadores "precisam de downloads mais rápidos e melhor qualidade".
Mas exactamente como é que vão fazer isto é que não estou a ver. Não pode ser um novo Napster, mas também não deve ser uma espécie de Spotify. E também não tenho qualquer ideia de que esta compra chateie muito quem usa torrents, portais semelhantes é o que mais há para aí. O TPB tem uma força de marca brutal, quase em proporção com a neblina legal que o envolve. Não me parece é que os responsáveis por essa força continuem a gravitar por ali. A questão é: vale a pena pagar 5,5 milhões pelo The Pirate Bay? Mesmo depois de a condenação dos seus fundadores ter sido confirmada e um novo julgamento negado?




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Em Dezembro de 2008 fui a Barcelona ver Olli-Pekka, CEO da Nokia, lançar o N97. Um telemóvel brilhante, que aliás chega esta semana ao mercado português, apresentado de forma desastrosa. As diferenças com outros CEO de outras tecnológicas são brutais, e para quem pensa que isto não interessa nada - guess what! Também neste mercado é preciso ser e parecer.
Não pude deixar de recordar a manhã de Janeiro em que assisti, in loco, ao aparecimento do iPhone vindo do bolso de Steve Jobs. Os dois últimos MacWorlds a que fui, em São Francisco, foram exercícios de voyerismo puro. Os norte-americanos, ao contrário dos europeus, não têm problemas em demonstrar o que pensam. Jornalistas que batem palmas ou assobiam, analistas que dizem logo "que é isto?!" ou então "brilhante!". Steve Jobs exerce um fascínio quase incompreensível sobre as massas - ou parte delas. Não me esqueço dos adolescentes de Mac debaixo do braço em correrias frenéticas nas ruas que circundam o Moscone Center. De falar com miúdos de 18 anos frustrados por não poderem ir logo a seguir à keynote comprar as novidades na Apple Store de market street.
Até hoje, não encontrei consenso no que respeita ao futuro da Apple sem Steve Jobs. Lamento, caro leitor Martim Weinstein, mas o receio de investidores com a partida do CEO não é uma análise sensacionalista. A galvanização das vendas da Apple deve-se a ele, em boa parte - ou pelo menos é assim que o mercado o percebe. Figuras de bastidores com "excelente currículo" não tranquilizam Wall Street. E mesmo com o sucesso do iPhone 3G s - vendeu 1 milhão desde sexta-feira, o que prova que o COO dá conta do recado – a verdade é que a dúvida persiste e mantém a empresa em suspenso. Ou a performance da Apple em bolsa não interessa aos investidores? Recordo quanto valia uma acção da Apple mais ou menos em 2001: 17 dólares. Depois do iPhone, chegou a ultrapassar 140 dólares.
Desde que regressou Jobs tem sido a alma da Apple. Isso mesmo me foi dito por analistas norte-americanos, europeus e portugueses desde que comecei a fazer perguntas sobre o iPhone. Porque, convenhamos: a primeira versão era tecnologicamente fraquita. Havia melhor. E, no entanto, a Nokia continua a fazer fraca figura no mercado norte-americano.




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É uma das marcas que oscila, em minha opinião, entre o muito bom e o "what were they thinking?!". Mas desta vez penso que acertaram, pelo menos quanto ao alvo que é suposto atingir com a nova câmara SMX-C10. Desde logo deixa boa impressão visual: gosto do design arredondado, com cores e brilhos interessantes, pequena como é devido. Depois, tem um preço que há alguns anos se julgaria impensável: 199 euros. O resto é simpático: zoom óptico 10x, estabilizador de imagem, ecrã (LCD) giratório, software de edição... A bateria é que não chega para três horas de gravação, embora dê para carregar via porta USB se não houver tomada disponível.
No conjunto é um produto apelativo, pelo menos para quem não tem câmara e não está disposto a desembolsar várias centenas de euros por uma.
E que diferença no design de outros produtos que tenho visto da Samsung...!




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Depois de ter percebido que tinha havido comentários a um post de Maio sobre esta questão (não consigo ver os comentários no Firefox... mas talvez o problema seja ainda de afinação do site), quero esclarecer algumas coisas.
Primeiro, responder como devido ao comentário de "paula simões", que me pareceu não ter interpretado uma ironia que fiz - quando digo "transposto para a realidade portuguesa, isto significa zero mudanças" estou a referir-me à impossibilidade de aplicar uma medida do tipo 3 strikes rule em Portugal. Ou seja, ainda que o Telecoms Package venha a possibilitar esta medida e a mesma seja aplicável em Portugal, em termos práticos isto significa zero mudanças. Porque se um processo de pirataria/contrafacção/violação de copyright demora entre 4 a 5 anos a ser julgado, imagine-se o tempo que levaria algo tão difícil de provar como a ilegalidade de tráfego P2P, os avisos do ISP, a decisão do tribunal, o recurso provável e finalmente a ordem para que o acesso à Internet seja cortado.
Por outro lado, é óbvio que os ISP estão contra. Alguém quer ser o lobo mau? Alguém quer mandar clientes para o lixo? Não me parece... Mas basta ler as interpretações que andaram por essa internet para perceber a tentativa de convencer os cibernautas com alarmismos. Várias pessoas assustadas com a possibilidade de o ISP se tornar um big brother com poder ilimitado me perguntaram sobre a questão. "O fim da Internet como a conhecemos", etc. Disparates.
O Telecoms Package é uma embrulhada por causa das emendas. A posição defendida pela maioria dos parlamentares europeus inclui a emenda 138 (ou 46, renomeação), que faz depender da permissão do tribunal o tal corte da internet a quem faça partilha ilegal de ficheiros. Eles querem assegurar a protecção dos utilizadores.
Só que o texto do Conselho de Ministros exclui esta emenda. Houve conversações, chegou-se a um texto de conciliação, mas em Maio os parlamentares acabaram por escolher a versão com a emenda 138 e chumbaram a versão do texto de conciliação.
Como o Conselho de Ministros tem de aprovar o texto final, o Telecoms Package ainda não saiu da cepa torta. Estamos a uns bons 4 meses de uma nova decisão. No mínimo.
Por fim, quem queira saber mais sobre o assunto talvez deva manter-se afastado de sites com pendor para um lado ou para o outro. Não foi por acaso que saíram tantas notícias contraditórias, umas a falar de chumbos, outras de aprovações. É óbvio que quem defende a livre troca de ficheiros vai ter uma visão muito diferente de quem luta pelos direitos de autor....
A título de exemplo: http://www.europeanvoice.com/article/imported/meps-reject-deal-on-telecoms-package/64822.aspx
E: http://www.facebook.com/group.php?gid=73537262931
Nota: o nome da leitora foi corrigido depois de chamada de atenção de mind booster.




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Cartuchos para todos os gostos numa corrida contra o tempo antes do Verão. Da Microsoft chega-nos o Bing, que pode não ser o Google Search mas parece bem melhor que todas as trapalhadas apresentadas até agora. Está bom de ver que a Microsoft reconhece, cedo ou tarde, as qualidades da concorrência: em vez de uma página cheia de ruído e demasiada informação, como era o Live Search, optou agora pelo mesmo tipo de simplicidade celebrizada pelo Google. Resultados? Veremos no final do ano qual é a quota de mercado que consegue.
Quanto ao Google itself, a mais recente prenda para os cibernautas é o Wave. Na minha opinião, novo ataque ao império do software da Microsoft. O Google está a dar ares de quem quer ter uma suite de software completa. Ou não fosse o Wave uma plataforma de colaboração online, semelhante à que a Microsoft lançou em 2003 com o SharePoint. Mas o Wave tem algumas particularidades engraçadas, como a tradução instantânea e contextualizada (nada de textos impossíveis como os do Google Translate). Dos mais de 100 serviços que o Google tem, este deverá tornar-se um dos mais populares.
E como se não bastasse, a batalha Palm-Apple para abrir a semana. O Palm Pre esgotou no fim-de-semana, e curiosamente muitos dos compradores já tinham um iPhone. Que dizer... viciados em tecnologia. Não tenho é a certeza do timing. Será inteligente para a Palm fazer este mega-lançamento com o risco de ser ofuscado pelo iPhone V.3/reaparecimento de Steve Jobs/conferência mundial de programadores Apple? Quando começarem a sair os primeiros números saberemos disso.




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Se alguém dissesse, em 2005, que um dia a Sony Computer Entertainment ia usar a consola do vizinho para se inspirar, qualquer analista rebolaria de rir no chão. Recordo um artigo publicado pelo Financial Times com um estudo da Gartner onde a Playstation aparecia como líder incontestada do mercado até 2011. E até é: se juntarmos as vendas da PS original às da PS2 e PS3 vemos que a Playstation continua a dominar o mercado (já deve ir nos 110, 115 milhões de consolas vendidas em todo o mundo).
A surpresa acontece apenas na sexta geração de consolas. A Microsoft foi a primeira a chegar à festa, no Natal de 2005; seguiu-se a revolucionária Wii em Novembro do ano seguinte. E a Playstation 3 acabou por perder o comboio atrasando-se no mínimo dois trimestres (lançada em Março de 2007).
Aqui temos um exemplo do óptimo a ser inimigo do bom. Tão perfeccionista foi a Sony, tanta funcionalidade quis pôr dentro da PS3, que exagerou em todos os aspectos. Custo e complexidade. Foi apanhada na curva pela Nintendo, que percebeu haver um nicho de mercado que não queria cá jogos malucos e complicados, nem cheios de perícia e bons gráficos. Havia uma parte do consumo que estava à espera de uma consola fácil de usar, engraçada e barata. A Wii disparou para o topo e lá se mantém, dois anos e meio depois, contra todas as previsões e expectativas. A Sony reconheceu, finalmente, que alguma coisa a Nintendo está a fazer bem. E por isso cedeu à imitação - as novidades que apresentou no E3 em Las Vegas assim o comprovam (um controlador para os movimentos das mãos, seguidos por uma câmara, vai estar disponível para PS3).
A Microsoft também seguiu o mesmo caminho. Mas neste caso, a imitação é um modo de vida.




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Hoje cheguei ao jornal e o primeiro e-mail que li chamava-me a atenção para uma imprecisão no que escrevi sobre a terceira versão do iPhone - trocando bússola por compasso numa das funcionalidades que poderão estar no novo telemóvel. Curiosamente, fi-lo a olhar para a própria bússola que aparece nas imagens não oficiais que andam a circular por essa blogosfera fora. Um disparate de final de dia. A queda num dos erros que mais frequentemente encontro por aí: a tradução por semelhança. Que nalguns casos dá coisas bem cómicas, mas neste não tem piada nenhuma. Pelo facto peço desculpa.
Quanto ao iPhone 3.0 em si, está bom de ver que não vai revolucionar coisa nenhuma. Talvez a debilidade física de Steve Jobs tenha deixado a empresa em suspenso; talvez acreditem que esta não é a altura para grandes arrojos. O facto é que o iPhone conquistou um lugar seguro no mercado norte-americano e nalguns países europeus. Quase se vende sozinho, só pela marca. Para mim, o mais importante do novo iPhone (será lançado agora no Developers Forum?) é a melhoria da câmara para 3.2 megapixel e a gravação de vídeo.
Porque convenhamos. Um topo de gama que não grava é como um portátil sem 802.11.




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Em 2003, fui a Milão à apresentação do primeiro 'smartphone' da Handspring, que tinha acabado de ser comprada pela poderosíssima Palm. O ainda CEO da Handspring disse-me nesse dia que os 'smartphones' não iriam matar o PDA, que havia mercado para ambos, etc. Ora nessa altura a Palm liderava o mercado de PDA, tinha algo como 33% a 35%. aliás, a Palm inventara o próprio conceito de PDA. O 'personal digital assistant', que só estava ao alcance de quem tinha umas boas centenas de euros para gastar. E que, naturalmente, precisava de um 'gadget' desses.
Incrível foi que a Palm não visse o que estava ao virar da esquina. Há de facto tecnologias que não se matam umas às outras, que coexistem (os telemóveis com câmara não acabaram com as máquinas digitais. As máquinas digitais é que acabaram com as analógicas...). Mas este era um caso óbvio. Quem é que quer um terminal estúpido (sem conectividade) se pode ter o mesmo aparelho mas capaz de fazer chamadas e ir à internet? É como andar com um portátil sem acesso à net e outro portátil com acesso na mesma mala. Ninguém precisa disso. A Palm tombou de tal maneira que no ano passado se começou a falar da sua morte, com os BlackBerries, os iPhones e os Nokias a dominarem o mercado. Eis senão quando parece poder voltar a erguer-se. Em Janeiro, no CES, apresentou ao mundo o novo Palm Pre, um iPhone killer (claro) que está a ser muito aguardado. E agora parece que já há outro na calha: o Engadget pôs as mãos numa apresentação interna da AT&T onde aparece o Palm Eos, o sucessor do Palm Centro (na foto). Diz que é mais fino que a Nicole Ritchie com uma gastroenterite e que pesa apenas 100 gramas.
O mercado norte-americano é grande, mesmo com crise. Parece-me que, com os planos tarifários certos, a Palm é capaz de se safar.




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São inúmeros os exemplos de aquisições "brilhantes" que redundaram em asneirada generalizada. Ou porque os compradores não perceberam o valor da marca, ou porque os clientes não gostaram da troca. Parece-me que foi um pouco de ambas que aconteceu com a Lenovo. Não conhece? É natural. Trata-se da maior fabricante chinesa de computadores e uma das maiores a nível mundial, mas o reconhecimento do mercado é muito fraco na Europa. E devia ser melhor? Claro: foi a Lenovo que comprou a divisão de computadores pessoais da IBM em 2004. Na altura, parecia um mega-negócio para ambas. A IBM fazia uns trocos com uma divisão que já não estava alinhada com as suas ambições (a de se orientar para os serviços de valor acrescentado) e a Lenovo comprava uma das mais poderosas marcas de portáteis de sempre, ThinkPad. Tornava-se na terceira maior fabricante mundial de computadores, aliando a qualidade IBM à sua capacidade de fabricar barato.
A coisa correu mal. A Lenovo nunca chegou a atacar o mercado do consumo, como prometera, na Europa. E este ano já divulgou os piores resultados da sua história. Parece-me que a Lenovo não entendeu a forma como funciona o sector nos mercados maduros. Ou se aposta na marca, que tem um poder louco - veja-se a Apple e os seus portáteis caríssimos, ou no preço - veja-se a Acer e a bonita ideia de ser pioneira nos Netbooks.
Dir-me-ão que é também um pouco de desconfiança, porque a Lenovo é chinesa e isso não costuma equivaler a elevada qualidade. Aceito o argumento; talvez tenha havido receio, sim, principalmente ao nível do suporte e dos controlos de qualidade.
O irónico é que os ThinkPad da era IBM já eram todos fabricados na China. E a verdade é que continuo a ver por esses escritórios-de-directores-gerais fora portáteis com as insígnias da IBM, provando uma resiliência fora do comum. Espantoso.




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Fazer um vídeojogo não é brincadeira nenhuma. Uma coisa a sério custa algo como dois milhões de euros e é preciso ter uma máquina com arcaboiço para assegurar a distribuição e promoção do título. Foi por isso que a YDreams fechou a divisão de jogos; e é por isso que não deixa de ser interessante que a Gameinvest, depois de todos os percalços, continue a ser um player. Última conquista: parceria com a RealGames (da RealNetworks). Vão desenvolver o que chamam de "jogos casuais", de resto à semelhança dos que puseram no mercado em 2008, com distribuição garantida para a Europa, América Latina e EUA.
Portugal está cheio de génios que passam hora a jogar. Não se arranja para aí uma indústria? :-)




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Quando comecei a ler notícias sobre o projecto que Jim Wales estava a desenvolver para "destruir" o império do Google nos motores de busca, aqui há uns anos, pensei: "Humm. Isto é capaz de dar resultado". Wales é o fundador da Wikipédia. E a ideia de um motor de busca em que os resultados são colaborativos, isto é, a experiência de outros utilizadores entra no ranking de resultados, pareceu-me super adequada tendo em conta o sucesso do conceito "wiki". Ora, isso não aconteceu. Alguém usou a Wikia Search? Improvável. E mesmo que quisesse experimentar, agora já não pode: Wales fechou o serviço no final de Março, depois de reconhecer que falhou rotundamente o objectivo. Durou menos de um ano a aventura (no Verão, a quota da Wikia Search rondava 0,000079% nos EUA...), que agora se transformou no Wiki Answers.
A verdade é que, a espaços, vão surgindo projectos arrebatadores que prometem dar cabo do Google. Quem usa o www.cuil.com levante o dedo. Ninguém? Mais um "google-killer" que no final do ano passado tinha 0,01% de quota. No campeonato do Google joga apenas um punhado de 'players' - Yahoo!, Microsoft, Ask e Cuil (excepção feita aos motores chineses, que dão um baile ao Google. Essa é outra Liga e tem que ver com os gostos dos chineses, que detestam páginas simples).
De resto, há dezenas e dezenas de motores de busca na internet, mas dedicados a sectores específicos. Busca de redes sociais, busca de temas financeiros, busca local, busca de notícias, etc, etc, etc. É um erro dizer que o Wolfram Alpha quer, vai ou pode desafiar o Google. Trata-se de um motor de busca que dá respostas, nada de inédito (Brainboost, AskMeNow, etc). Sim, é arrojado e digno de aplauso. Mas não me lembro de ter visto tantas notícias quando apareceram outros motores de busca específicos.
No fundo, penso que um motor de busca só pode desafiar o Google se o melhorar de alguma maneira. E, até ver, ninguém conseguiu sequer igualar o algoritmo inventado em Mountain View. As pessoas não mudam se não estiverem insatisfeitas.
(Eu, que tenho o Cuil nos meus bookmarks, acabo sempre por fazer "double check" no Google).




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Um telemóvel sensível ao toque e posição dos dedos. A evolução do multi-toque. Agarra-se na vertical, e ele sabe que queremos fazer uma chamada; agarra-se na horizontal, e ele adivinha que vamos tirar uma foto. Parece-me bem :) esta funcionalidade faz parte do mais recente pedido de patente da Motorola e dá a ideia de ser uma inovação interessante, que até pode gerar o próximo blockbuster da fabricante em crise. Diz-se também que vai produzir um telemóvel com Android (o sistema operativo do Google), mas ainda não há confirmação oficial.
A notícia tem relevo porque a Motorola é um óptimo exemplo do que acontece a uma tecnológica quando se deita à sombra da bananeira. Digo eu! Recolher louros e lucros por um gadget sensacional, que vende como água de coco no Brasil durante alguns anos, é o mesmo que habilitar-se a preparar um Chapter 11. Isto é, arrisca-se a terminar sem honra nem glória num processo de insolvência.
Enquanto os clamshell (telemóveis-concha) andaram na berra e a Nokia deixava o comboio passar, chegou a falar-se de um ataque da Motorola à liderança da fabricante finlandesa. Principalmente devido ao mercado norte-americano, onde a Nokia nunca conseguiu convencer os consumidores como fez no resto do mundo. Mas de há dois anos para cá a Motorola quase só faz manchetes pelas más razões: prejuízos, demissões, spin-offs, planos de contingência, queda do segundo para o quarto lugar do mercado.
Um horror para a empresa que nos pôs a todos com um telefone portátil no bolso.




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É a moeda de troca das economias avançadas: quanto mais riqueza se consegue gerar em duas ou três camadas da sociedade, mais violentos são os ataques a essas castas por parte dos desfavorecidos. Os pobres. Os filhos da imigração (des)controlada. Os produtos de bairros que são autênticos tapetes étnicos, para baixo dos quais é atirada toda a espécie de incómodos.
Quanto maior o conforto, maior o medo de o perder. E é em alturas destas que as empresas que vendem tecnologia de segurança têm o seu melhor momento: videovigilância, anti-carjacking, localizadores GPS para meter nos casaquinhos das crianças, servidores caseiros para gerir casas inteligentes, salas de pânico, alarmes inquebráveis. Chegamos ao melhor século da humanidade com medo do senhor que bate à porta com um kit de televisão por cabo para vender e do arrumador de Leste que nos persegue até à entrada do Shopping. Foram-se os receios de invasão da vida privada; o que se quer é uma profusão de câmaras por todos os lados, para que os prevaricadores saibam que estão a ser controlados. Estamos, por culpa própria, na era em que queremos um Big Brother que nos proteja dessa violência que vem dos bairros sociais, dos loucos que andam no metro e dos miúdos de 12 anos que roubam porque lhes apetece e não lhes acontece nada.
Algo está errado na forma como encaramos tudo isto. Mas enquanto não se encontra solução melhor, sempre vou comparando preços. "Tenho de instalar uma coisa destas em casa". Diz que há um senhor, chamado "seguro", que terá morrido de velho.




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- Há duas semanas fui à primeira sessão técnica onde realmente aprendi qualquer coisa. O que eu dava por um ano em formação nos Estados Unidos!! Franzi o sobrolho. Não é nada que não desconfiasse. Mas ter assim esta confissão, de um técnico de informática com quase 10 anos de profissão, não deixou de ser uma má surpresa. Qual é o problema? A maioria dos 'workshops' a que assiste são autênticas sessões de televendas, tentando empurrar esta implementação ou aquela licença. Queixa-se de que os chefes não percebem nada disto mas são facilmente atraídos pelas equipas de vendas das multinacionais. Ou nacionais. Tanto faz. A maioria das vezes as implementações são feitas sem pés nem cabeça, e chegam a acontecer porque o chefe leu um artigo numa revista da especialidade e achou fantástico.
O meu interlocutor, mais companheiro de bola que fonte para reportagens, queixa-se também que não encontra publicações específicas o suficente para valerem a pena comprar. Informa-se na ZD net e sites do género. Conhece demasiada gente que tira cursos mas depois parece que não percebe nada do que devia saber. Fala de directores de departamentos informáticos que são primos, tios ou cunhados de alguém dentro da empresa . E queixa-se do mau nome que eles dão à classe.
Entendo esta parte. Nunca me lembro de ter trabalhado numa empresa onde "os informáticos" não fossem referenciados de forma pejorativa, como uma casta à parte que só faz perder tempo ao pessoal, que não deixa fazer nada nos computadores e demora três horas a responder a um pedido de ajuda.
Afinal, em que ficamos? Se os portugueses são early adopters mundialmente famosos, como é que ouço tantas vezes que é difícil encontrar bons profissionais na área técnica?




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Surpreendente. Que uma empresa chegue a um mercado virgem e o tome de rompante, ocupando um espaço tão largo que os concorrentes se acotovelam para conseguir aproveitar os restos, é de aplaudir. Mas que o faça duas vezes nas barbas dos adversários é verdadeiramente de admirar. Foi o que fez a Amazon, primeiro com a venda de livros online, depois de com a venda de leitores de livros electrónicos offline. É de génio: a empresa liderada por Jeff Bezos meteu-se num campo que não era o seu e deu uma abada, passo a expressão, às tecnológicas que já andavam há uns anos a tentar "criar" o mercado dos eBooks. A Sony pode queixar-se da sorte, dos tempos, do timing... mas a verdade é que está a ser esmagada pela popularidade do Kindle.
Que vem a ser isto do Kindle, afinal? Uma espécie de iPhone dos leitores de eBooks. O novo DX tem a dimensão de uma folha A4 (é bem maior que os anteriores), pode armazenar 3500 livros e não precisa de computador para funcionar (a conectividade é wireless). Além disso, e aqui vem a parte que mais nos interessa, tem "um plano" para salvar a indústria dos jornais. O que vai permitir, por exemplo, que alguém num rancho do Texas tenha acesso ao San Francisco Chronicle ou ao New York Times (fora da área de distribuição).
Ora uma coisa destas em Portugal seria excelente para a imprensa regional e de especialidade. Imagine-se a poupança no custo da distribuição! A má notícia é que a Amazon não vende o Kindle fora dos Estados Unidos. E por isso, a única coisa que podemos fazer é apreciar de longe os coelhos que Jeff Bezos vai sacando da cartola. E pensar que até a computer-challenged Oprah Winfrey tem um Kindle!




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O controverso Telecoms Package foi hoje chumbado pelo Parlamento Europeu, depois de muitos terem apregoado que a sua aprovação iria acabar com a Internet e dar um poder ilimitado aos mafarricos dos fornecedores de serviço. Na verdade, este resultado é um pouco inesperado... mas tendo em conta a seriedade das medidas que estão em cima da mesa, é bom mesmo que os parlamentares saibam o que vão fazer.
O pacote é extenso, mas a discórdia centra-se nisto: devem ou não as autoridades ter o poder de cortar o acesso à internet a quem for apanhado a piratear? De um lado, os parlamentares que querem dar essa hipótese ao governo de cada país europeu; do outro, os parlamentares que exigem que este poder passe primeiro pela sanção de um tribunal.
Transposto para a realidade portuguesa, isto significa zero mudanças. O ISP detecta o pirata e avisa-o; à terceira, envia o processo à polícia, que o envia para tribunal e depois aguarda resposta. Quantos anos serão necessários para que chegue essa decisão? Até lá, já o pirata sacou toda a discografia dos Beatles, a filmografia de David Lynch e a biblioteca integral da Electronic Arts.




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Está disponível a partir de hoje, para o comum dos mortais, a release candidate do Windows 7. O que significa isto? Que o novo sistema operativo da Microsoft está praticamente pronto. A versão final já não deve diferir muito da RC. E parecem-me boas notícias para quem andou a desesperar com o Vista nos últimos dois anos. Não, a Microsoft não voltou a um formato parecido com o tão querido XP. Mas usou as toneladas de críticas negativas enviadas por consumidores e programadores para corrigir os defeitos do Vista, tentando suavizar a experiência do utilizador. A base é a mesma (caso não fosse, duvido que conseguissem lançar o 7 tão pouco tempo depois do Vista...), mas com novidades interessantes. É mais fácil gerir o "grilo falante", ou seja, impedir que o sistema esteja constantemente a abrir janelas de permissões, a bloquear páginas e a pedir updates. Também é mais rápido a arrancar e a desligar. Tem um interface mais agradável. E, aparentemente, não pesa tanto nos computadores mais humildes.
Mas vejamos... se o utilizador já se habituou ao Vista, não vejo melhorias fortes o suficiente para gerar uma corrida aos upgrades. A minha recomendação é: se pretende comprar um computador novo, espere até ao lançamento do 7, mais para o final do ano. Até porque a Microsoft incluiu uma versão para portáteis de baixo custo e já há fabricantes portuguesas a apurar novidades.




Rating:0.0 (0 votos)Primeiro estranha-se. Depois fazem-se contas. Por fim, opina-se. Se é verdade que a Microsoft está a planear uma entrada de rompante no mercado dos telemóveis, como noticiou o Wall Street Journal, então alguém precisa de oferecer a Steve Ballmer uma calculadora. Sabemos que tem dinheiro a rodos, como se viu pela oferta de 30 mil milhões que fez no ano passado para comprar a Yahoo!; mas será uma estratégia inteligente entrar num mercado tão concorrido numa altura péssima para a economia, e logo depois de apresentar uma quebra de lucros pela primeira vez na sua história?
Só por si, a recessão já seria motivo suficiente para deixar tal plano em 'stand-by'; mas no que respeita à Microsoft, o problema é mais profundo. Tem que ver com a forma como o público percepciona a marca. Não é 'cool', não é 'trendy', não é 'fashion'. Antes pelo contrário. Microsoft é associada a um mal de que padecem todos os computadores por defeito. Muita gente não sabe usar outra coisa, e essa é a razão pela qual não mudam. O domínio da Microsoft nos sistemas operativos não tem sido replicado noutras aventuras. Senão vejamos: a Microsoft decidiu lançar um "iPod killer" chamado Zune e obteve um fracasso constrangedor. A Microsoft decidiu fazer uma contra-campanha com Jerry Seinfeld para combater os anúncios da Apple e acabou por sofrer um vexame publicitário. Agora quer combater o iPhone? Depois de TODOS os fabricantes de telemóveis terem tentado (e falhado)?
Do mercado móvel, a Microsoft conhece apenas o software. E aposto que nem todo o orçamento de marketing do mundo conseguirá que os consumidores olhem para um telemóvel Microsoft como olham para um Apple.




Rating:0.0 (0 votos)Se houve um instante em que tudo mudou para sempre, foi aquele em que Tim Berners-Lee inventou esta coisa intangível que é a world wide web. A vida antes da Internet é um lugar estranho; e mesmo que continuemos a passá-la maioritariamente offline, toda a tecnologia que usamos converge para ela. Sem a Internet, o bloco de notas electrónico que carregamos numa maleta vistosa não passa de um terminal estúpido.
Este blogue é sobre isso: a vida dentro da rede e a tecnologia que dá vida... à rede.
Bem-vindos ao último ano da década mais tecnológica de sempre.
Actividade em ionline