Carros
D.R.Não há soluções milagrosas, tudo depende do uso que vai dar ao automóvel e das exigências pretendidas
Quer comprar um carro novo e não está a pensar pagar a pronto? Existem várias alternativas de financiamento no mercado. A oferta é variada, tudo depende das suas necessidades e objectivos. Se não faz questão de ter o automóvel em seu nome desde o início, opte pelo leasing. Caso contrário, prefira o crédito automóvel. O ideal é fazer muito bem as contas e ver qual a opção que mais se adequa à sua carteira.
“Não me preocupar com seguros e com revisões foram duas condições que tive em conta no momento de escolher a modalidade de aquisição do automóvel. Optei pelo renting porque sabia que a prestação que iria pagar seria sempre fixa e não iria ser influenciada por nenhuma desagradável surpresa”, revela Carla Santos. Esta não é a sua primeira experiência, já que recorre ao renting há quase 10 anos e não se mostra arrependida. “Aconselho esta modalidade a todos aqueles que não querem ser confrontados com gastos inesperados”, acrescenta.
A verdade é que o crédito automóvel é uma das modalidades mais usadas no mercado português tanto para a compra de veículos novos como usados. Por norma, a taxa de juro varia consoante os anos do carro. Isto significa que, na maioria dos casos, quanto mais novo for o carro, menor será a taxa de juro. Dar ou não entrada é outra decisão que tem de ter em conta.
O cliente poderá também recorrer a um crédito pessoal. Geralmente a taxa de juro não é o seu ponto forte, pois é pouco atractiva na maior parte dos casos. Mas nem tudo são desvantagens. Por um lado, caracteriza-se por uma elevada taxa de sucesso de aprovação por parte das instituições financeiras. Por outro, possibilita prazos mais alargados e, por isso mesmo, pode traduzir-se numa prestação mensal mais baixa. Uma boa notícia para a maioria dos portugueses, uma vez que, o orçamento familiar é cada vez mais apertado. Não se esqueça que, quanto maior for o prazo de pagamento, maior será o custo final do empréstimo.
Também é comum os próprios stands oferecerem propostas de financiamento. Neste caso, convém ter em conta o valor total que irá pagar. A explicação é simples: estes são meros intermediários no financiamento e, muitas vezes, ganham uma comissão sobre os créditos contratados pelas instituições com que trabalham. De acordo com a Associação de Defesa do Consumidor, “as taxas propostas são geralmente mais elevadas do que nos bancos. Além disso, pode reduzir a taxa com os produtos já contratados: por exemplo, domiciliação de ordenado e pagamentos, cartão de crédito, conta à ordem, etc.”.
Não se esqueça de analisar as garantias que são exigidas e se existem despesas de contratação, como comissões de entrada e processamento. Estes elementos são essenciais para comparar o custo real de várias propostas, traduzido pela taxa anual de encargos efectiva global (TAEG).
Alternativas Mas as opções não ficam por aqui. Existem outras alternativas no mercado. É o caso do leasing, do renting e do aluguer de longa duração. Este último é cada vez menos frequente. Em nenhuma destas hipóteses, o cliente é proprietário do veículo. No entanto, se optar pelo leasing tem sempre a opção de compra no final do contrato.
As prestações no leasing são geralmente mais baixas do que as restantes opções de financiamento, já que o consumidor beneficia de um valor residual que é saldado no final do contrato. Ao mesmo tempo, fica isento do imposto de selo e, no caso do renting, pode ainda contar com outro tipo de serviços. É o caso, por exemplo, das revisões.
Qual é a melhor solução? Não há fórmulas mágicas. Tudo depende do uso que vai dar ao carro. Quem usar muito tem tendência para optar pelo renting porque conta com uma série de serviços associados, como, por exemplo, revisões incluídas, trocas de pneus ou, até mesmo, o pagamento de seguros.
Encargos Outro factor a ter em conta diz respeito aos encargos associados às diversas modalidades de financiamento, como os seguros obrigatórios. “No leasing são exigidos seguros de responsabilidade civil facultativa (50 milhões de euros) e de danos próprios. Já no crédito automóvel, basta o de responsabilidade civil obrigatória, no valor de 3 milhões e 250 mil euros e, em alguns casos, o de vida”, alerta a Deco. A mesma lembra ainda que, se optar por um carro com menos de 5 anos, convém contratar uma apólice “contra todos os riscos”. Em regra, “as instituições de crédito têm protocolos com as seguradoras e conseguem propor bons prémios, mas convém simular o prémio anual noutras seguradoras ou mediadores”, afirma.
Segundo os últimos dados da Associação Portuguesa de Leasing, Factoring e Renting (ALF), o sector foi afectado pela crise. No primeiro semestre do ano, foram contratualizados 14 831 veículos, o que representa uma quebra de 8%.
Prós e contras
Vantagens do leasing
• Tem hipótese de trocar de carro frequentemente
• Geralmente fica mais barato do que a crédito
• O veículo não sofre desvalorização
• O cliente tem sempre hipótese de compra no final do contrato
Desvantagens do Leasing
• Há limites no contrato
• O cliente nunca é dono do carro
Vantagens do renting
• Controlo de gastos inesperados (já está tudo incluído no contrato)
• O carro não sofre desvalorização
Desvantagens do renting
• Limites do contrato
• O cliente nunca é dono do carro



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