O presidente do BES, Ricardo Salgado, disse hoje que o banco não teve resultados "nada brilhantes" em 2011, um ano que registou um prejuízo histórico de 108,8 milhões de euros.
"Os resultados não foram nada brilhantes, mas também não foram maus de todo", disse hoje o presidente do BES na intervenção inicial da apresentação de resultados do banco, em que começou por fazer uma análise do "panorama macroeconómico"
O Banco Espírito Santo (BES) registou um prejuízo de 108,8 milhões de euros em 2001, resultados históricos negativos que a instituição bancária explica sobretudo com "encargos de natureza extraordinária", como a transferência dos fundos de pensões para a Segurança Social (76 milhões de euros líquidos de impostos), perdas no investimento na BES Vida (144 milhões euros líquidos de impostos) e prejuízos de 55,4 milhões de euros (líquidos de impostos) na venda de créditos internacionais, "necessários para conceder crédito a empresas portuguesas e cumprir com o programa de desalavancagem", acrescenta o banco no dossier dado aos jornalistas.
Sem estes fatores extraordinários, o banco teria tido lucros de 166,6 milhões de euros, adiantou a instituição.
O BES acompanha assim os resultados negativos, que em 2011 terão sido comuns aos grandes bancos a operar em Portugal. O BPI apresentou quinta-feira prejuízos também históricos de 204 milhões de euros. O BCP divulgou hoje um prejuízo de 786 milhões em 2011, enquanto o Santander Totta contrariou a tendência e lucrou 64,1 milhões.
Ainda quanto ao BES, este fechou o ano de 2011 com um rácio de capital 'core tier 1' de 9,2 por cento, que compara com os 7,9 por cento tidos há um ano atrás.
Este valor fica acima do mínimo de 9 por cento exigidos pela 'troika' no memorando de entendimento assinado com o Governo português.



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