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O presidente executivo da REN, Rui Cartaxo, explicou hoje que os concorrentes à privatização da empresa, que desistiram do processo, “pretendiam controlar” a gestora das redes energéticas.
“Alguns dos concorrentes pretendiam o controlo da REN e, a partir do momento em que se tornou claro que o Governo não estava de acordo, desistiram”, disse Rui Cartaxo, quando questionado sobre o facto de não haver mais candidatos à alienação da participação pública na empresa além dos dois vencedores.
Em declarações aos jornalistas, à margem da assinatura dos contratos de promessa de compra e venda de uma participação pública de 40 por cento na gestora das redes energéticas, no Ministério das Finanças, o presidente executivo da REN defendeu que “atendendo à situação dos mercados, [o negócio] é muito bom".
Pelo caminho, na corrida à privatização da REN, ficaram os ingleses da National Grid e os americanos da Brookfield Asset Management.
Com o primeiro formalismo para a venda de uma participação pública de 40 por cento cumprido aos chineses da State Grid e aos árabes da Oman Oil Company, o Estado recebe uma primeira tranche de até 160 milhões de euros, de um total de 592,21 milhões de euros, o que representa um prémio de 150 milhões face ao preço do mercado.
Os chineses, que adquirem uma participação de 25 por cento da gestora das redes energéticas, e os árabes, que compram 15 por cento, celebraram também acordos de parceria estratégica com a REN.
A empresa chinesa pagou 2,9 euros por ação, ou seja, um prémio de 40 por cento face à cotação do dia anterior à apresentação das propostas (dia 19 de janeiro), que estava em 2,072 euros, perfazendo 287,15 milhões de euros, enquanto a Oman Oil Company pagou 2,56 euros por ação, o que representa um prémio de 23,6 por cento, no total de 205,06 milhões de euros.
Após esta fase de privatização, o Estado fica ainda na posse de 11,1 por cento dos títulos da REN, que o Governo pretende dispersar em bolsa quando as condições de mercado melhorarem.



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