Atenas
Diego Lopez, no Flickr.com - Licença Creative Commons 2.0O parlamento grego vai realizar uma sessão especial a 27 de fevereiro para votar o segundo resgate à Grécia, que o país precisa para evitar a bancarrota, disse hoje o líder parlamentar do partido da chanceler Angela Merkel.
“No seguimento dos acontecimentos, o Bundestag vai pronunciar-se a 27 de fevereiro, sobre a Grécia e sobre o apoio ao país” disse Volker Kauder, que lidera a bancada da CDU/CSU.
Angela Merkel reuniu hoje com os líderes dos grupos parlamentares de todos os partidos no parlamento, para lhes dar a conhecer os mais recentes desenvolvimentos na questão grega, depois de, na quinta-feira, os partidos que apoiam a coligação governamental grega terem chegado a acordo sobre novas medidas de austeridade.
Também na quinta-feira, os ministros das Finanças da zona euro, reunidos em Bruxelas, decidiram que a Grécia só poderá receber o segundo resgate depois do parlamento do país aprovar as medidas de austeridade e apelaram a Atenas para que encontre rapidamente forma de cortar os gastos em 325 milhões de euros, para que o Estado grego cumpra o objetivo do défice.
Para evitar a bancarrota, a Grécia necessita de receber o segundo resgate, de 130 mil milhões de euros, até 20 de março, quando tem de pagar aos credores de dívida pública 14,5 mil milhões de euros.
Já hoje, o porta-voz da chanceler alemã frisou que não é do interesse da Alemanha deixar a Grécia cair na bancarrota e que Berlim está a trabalhar tendo em vista “um futuro positivo” para a Grécia.
“O governo grego está a trabalhar para que a Grécia possa voltar a ter capacidade de pagar as dívidas e manter a competitividade. Esse é o interesse alemão. Um processo que muitos especialistas dizem ser completamente imprevisível e que acarreta diversos riscos não pode ser do interesse nem da Alemanha, nem da Grécia, nem da Europa”, acrescentou Steffen Seibert, numa conferência de imprensa de rotina.
A Alemanha, a maior economia da zona euro e o maior contribuinte para os fundos de resgate da moeda única, tem vindo a defender mais austeridade e reformas estruturais para enfrentar a crise da dívida soberana europeia.



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