Dinheiro
D.R.Dados hoje divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) mostram que o aumento do IVA fez subir os preços da restauração e o das taxas moderadoras fez crescer os preços dos serviços de saúde.
A taxa de variação homóloga (ou seja, comparando com o mesmo mês do ano anterior) do Índice de Preços no Consumidor (IPC) em janeiro foi 3,5 por cento.
A classe de produtos que mais contribuiu para o aumento dos preços foi, como tem sido habitual, a dos combustíveis. No entanto, registaram-se aumentos muito acima da média na restauração e em alguns serviços de saúde.
No caso da classe de produtos “restaurantes e hotéis”, onde a variação homóloga dos preços era inferior a 2 por cento em todos os meses desde março, em janeiro registou-se um aumento de 3,36 por cento.
Este crescimento deve-se essencialmente ao aumento do IVA no setor (que passou da taxa intermédia, 13 por cento, para a taxa máxima, 23 por cento). O INE destaca as subcategorias de restaurantes e cafés como entre as que mais contribuíram para a subida dos preços no mês passado.
Na saúde, o aumento dos preços atingiu os 5,85 por cento – uma taxa de variação semelhante ou até um pouco mais baixa à que se registara nos meses anteriores. No entanto, o INE nota que a subcategoria de serviços hospitalares foi uma das que mais contribuiu para o aumento dos preços em janeiro.
Para lá dos combustíveis para automóveis, a maior subida ocorreu na classe de produtos “habitação, água, eletricidade, gás”: 9,57 por cento. Esta classe de produtos também está muito afetada pelo efeito de uma mudança de escalão do IVA – a partir de outubro, o IVA sobre gás e eletricidade passou para a taxa máxima. Desde então que todos os meses se registam subidas homólogas dos preços na ordem dos 10 por cento neste setor.
Pelo contrário, a classe de produtos “vestuário e calçado” continua em queda, como aconteceu ao longo de todo o ano passado: os preços destes produtos caíram 3,59 por cento em janeiro.
O peso da classe vestuário e calçado, aliás, reduziu-se na revisão da ponderação das classes do IPC, que já teve efeitos no índice de janeiro. Entre as 12 classes que compõem o índice, aquelas com maiores subidas na sua quota do total foram transportes (de 17,2 para 17,6 por cento) e “habitação, água, eletricidade, gás” (de 11,4 para 12,1 por cento).
O Governo prevê que em 2012 a taxa de inflação atinja os 3,3 por cento.



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