Dois funcionários da Refer – Rede Ferroviária Nacional, que foram suspensos das suas funções pela administração da empresa por serem arguidos no processo Face Oculta, continuam a receber um salário de 3000 euros por mês, avança o Público.
Dos seis quadros ou ex-quadros da Refer arguidos no processo, Carlos Paes de Vasconcellos, acusado de crime de corrupção passiva, e José Magano Rodrigues, acusados de dois crimes de participação económica ao negócio, são os únicos que mantêm vinculo à empresa.
Os dois funcionários estão há mais de um ano em casa recebendo um salário mensal de 3000 euros, depois da empresa ter decidido suspendê-los das suas funções e de ter instaurado processos disciplinares. A decisão da Refer sustentou-se no facto de os crimes pelos quais estão pronunciados terem sido cometidos no decurso das funções que os dois quadros exerciam na organização. Esta suspensão “preventiva” manter-se-á, pelo menos, até à conclusão dos respectivos processos disciplinares.
Quanto aos restantes elementos da Refer envolvidos no caso Face Oculta, três deles foram despedidos sem direito a indemnização, tendo o quarto funcionário acusado pedido aposentação.
Refer gastou cerca de 9 mil milhões de euros com indemnizações
Paralelamente aos despedimentos relacionados com o processo Face Oculta, que não terão implicado custos de indemnização adicionais para empresa, a Refer tem estado a reduzir o número de trabalhadores para cumprir as orientações de redução de custos impostas pelo governo e pela troika.
De acordo com o relatório da Direcção Geral do Tesouro e Finanças (DGTF), citado pelo Negócios, a Rede Ferroviária Nacional gastou, no quarto trimestre de 2011, mais de 8,9 milhões de euros com indemnizações por rescisão contratual, o que, segundo a DGTF se traduziu num aumento de 9,4% dos encargos com pessoal. No ano passado, a empresa chegou a acordo com 630 trabalhadores para rescisões voluntárias e reformas antecipadas.



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