O chefe do Governo espanhol em gestão, José Luis Rodríguez Zapatero, considerou hoje que a Cimeira Europeia demonstrou a "vontade política decidida" dos membros da UE responderem às crises das dívidas soberanas e avançar na maior integração económica europeia.
Uma cimeira, destacou, que termina "reafirmando o compromisso da zona euro consigo própria" que "dá mais segurança sobre o instrumento de apoio financeiro" e que "dá mais confiança, a médio e longo prazo".
"A zona euro vai ser uma zona de força fiscal, de garantia das contas públicas, de sustentabilidade, tanto pelo compromisso de cada um dos países da Zona Euro, como pelo compromisso adicional do conjunto da Zona Euro, em colaboração com as instituições europeias", disse Zapatero que falava aos jornalistas depois da cimeira europeia.
Zapatero, que participa na sua última cimeira europeia - o novo chefe do Governo espanhol, Mariano Rajoy, toma posse a 21 de dezembro - disse que o encontro de Bruxelas permitiu reforçar "tanto a arquitetura funcional" da Zona Euro como os "mecanismos de estabilização contra a crise da dívida soberana".
O chefe do Governo espanhol disse que um dos elementos essenciais do acordo foi o já é conhecido como "pacto fiscal", que incorpora a "regra de ouro" - o principio de estabilidade orçamental que será "incorporado nas constituições nacionais ou a leis equivalentes", passo já dado por Espanha em setembro.
Zapatero destacou o facto de se antecipar e agilizar a implementação do novo mecanismo europeu de estabilidade, bem como o facto de as decisões serem "mais efetivas", passando "da regra da unanimidade, para a de maioria qualificada, com 85 por cento da representatividade".
O líder espanhol quis ainda destacar que os líderes europeus reafirmaram "de forma contundente a excecionalidade do caso grego em relação com a participação do setor privado".
"A Grécia é uma exceção absoluta. Isto não se voltará a contemplar e isso deve ser fator de confiança nos investidores sobre os compromissos dos vários países relativamente à nossa dívida soberana", disse.



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