A Caixa Geral de Depósitos (CGD) emprestou 75 mil euros à Associação Académica de Lisboa (AAL), mesmo sabendo que esta já tinha quatro contas penhoradas neste banco, avança o Público.
O montante já devia ter sido pago há cinco meses, mas mesmo assim a CGD emprestou mais dinheiro à associação. Desta vez sem assinar qualquer tipo de papel para o efeito. “ Este crédito de facilidade de descoberto”, designação adoptada pelos bancos, foi feito na primeira semana de Maio numa agência instalada no Instituto Superior de Engenharia de Lisboa – ISEL - com uma taxa de juro de 23,5%.
A Caixa Geral de Depósitos já devia ter sido reembolsada há 30 dias, mas tal não aconteceu e agora, não há forma de provar as responsabilidades da AAL para com o banco. O montante foi pedido directamente pelo presidente da direcção da AAL, Luís Castro, de 29 anos, que é também presidente da secção Oriental de Lisboa da Juventude Social-Democrata.
As dívidas da Associação Académica de Lisboa chegam aos 220 mil euros, de acordo com o Relatório de Actividades e contas apresentado pela direcção da AAL em Fevereiro deste ano. Em cinco contas oficiais em diversas agências da CGD, quatro estão penhoradas, excluindo a conta no ISEL.
A AAL federa 49 associações de estudantes do ensino superior público, publico não-estatal e privado da grande Lisboa. A actual direcção foi eleita em 2010 e reeleita em Março deste ano.


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