Carlos Santos Ferreira acaba de apresentar as contas do BCP em 2011. O maior banco privado português registou prejuízos 786 milhões de euros, o que compara com o lucro de 344 milhões de euros em 2010. "O banco continua solido e estarmos tranquilos porque a evolução do negócio continuou a ser favorável nos fundamentais" .
Margem, custos, recursos e créditos evoluíram favoravelmente, salientou santos Ferreira.
"Temos um banco sólido por termos sido capazes de limpar uma boa parte do negócio".
Santos Ferreira salientou o desempenho da actividade internacional, com destaque para o crescimento da operações na Polónia, Angola e Moçambique.
BCP pede a ajuda do Estado
Carlos santos Ferreira anunciou que o plano de capitalização do BCP prevê o recurso a "capitais privados e capitais temporários".
O ainda presidente do BCP referiu, na apresentação de contas de 2011, que o plano "prevê o recurso a capitais privados, sendo que há mais do que um accionista de referência que pretende acompanhar o aumento de capital".
"Tanto quanto sei há, pelo menos, um accionista de referencia que pretende reforçar", referindo-se à Sonangol.
"Vamos recorrer a capitais privados e capitais temporários para cobrir eventuais insuficiências resultantes das avaliações da EBA" (Autoridade Bancária Europeia).
Carlos Santos Ferreira revelou também que o BCP já fez metade da desalavancagem prevista até 2014.
O rácio de transformação de depósitos em credito evoluiu de 164% em 2010 para 145% em 2011.
"Temos a certeza que vamos cumprir os objectivos para o Verão", referiu o presidente do banco.
O core tier 1sitou-se em 9,4% em dezembro de 2011.
Saída de Santos Ferreira do Millennium BCP
"Sou pouco dado a estados de espíritos ", esta foi resposta do presidente do BCP quando questionado se abandona o banco com o peso de ter apresentado os maiores prejuízos da história da banca nacional ou se descansado por ter a casa arrumada para a chegada de Nuno Amado.
"O banco está hoje mais sólido, mas esta é uma história inacabada. Nunca há um balanço que esteja sempre sem nada", afirmou.
No que respeita à escolha de Nuno Amado para a liderança do banco, Santos Ferreira disse: ""não dei nenhuma opinião". Carlos Santos Ferreira salientou que a escolha do novo presidente é uma matéria que compete aos accionistas, não compete à gestão pronunciar-se. Nestas matérias não há que opinar. Não escondo que tenho uma boa relação profissional e pessoal com Nuno Amado".
O ainda presidente do banco afirmou que a sua saída "não é uma decisão é uma consequência". É uma consequência da decisão dos accionistas de alterar o modelo de governance. "Ainda não estou a 100%. Faz sentido escrever uma nova página".



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